Opinião: A geopolítica da semana

Posted by

O mundo a semana passada

25 Ago DOMINGO BIARRITZ Emmanuel Macron, o anfitrião francês foi o grande vencedor da reunião do G7. O combate à desigualdade era o tema oficial, mas ficou para segundo plano com a discussão de temas mais quentes da atualidade internacional. O grande tema, que permitiu a união, foram os incêndios na Amazónia. A convite de Macron, e numa jogada diplomática surpreendente, apareceu em Biarritz, à margem da reunião, Javad Zarif, responsável da pasta dos negócios estrangeiros do Irão.

26 Ago SEGUNDA HONG KONG A polícia daquela ex-colónia Britânica disparou, pela primeira vez, balas verdadeiras durante os protestos da população daquele território. Estes protestos foram considerados os mais violentos, desde que começaram as manifestações há três meses. As autoridades policiais utilizaram ainda canhões de água e gaz lacrimogéneo. A televisão pública do governo central chinês, tem divulgado comentários onde transparece que Pequim está a perder a paciência com os manifestantes.

27 Ago TERÇA LONDRES O Governo de Boris Johnson, primeiro-ministro britânico, pediu à rainha Isabel II que suspenda o parlamento poucos dias após o regresso dos deputados ao trabalho. O pedido foi aceite e o parlamento vai estar suspenso até 14 de outubro. O primeiro-ministro britânico está a ser acusado de tentar impedir que os deputados discutam e aprovem uma medida que impeça o Governo de se precipitar para uma saída sem qualquer acordo com a UE.

28 Ago QUARTA BUENOS AIRES O ministro das Finanças da Argentina, Hernán Lacunza, anunciou que o país está a negociar com os detentores de títulos da dívida soberana e o Fundo Monetário Internacional (FMI) a extensão da maturidade das suas obrigações e espera concluir as conversações a tempo do próximo mandato do Governo. No entanto, os sindicatos e outras organizações tomaram conta das ruas de Buenos Aires, contra o governo de Macri e para pedir medidas urgentes contra a fome.

29 Ago QUINTA ROMA O Presidente italiano, Sergio Mattarella, deu autorização ao primeiro-ministro demissionário Giuseppe Conte para formar um novo governo em Itália. O novo executivo deverá incluir o Movimento 5 Estrelas e o Partido Democrático, que anunciaram um acordo para a formação de um novo governo. Esta nova coligação não contará com Matteo Salvini, presidente da Liga Norte de extrema direita. Espera-se que o programa governativo seja mais humanista e moderado.

 

A acompanhar durante a próxima semana

Escócia, a primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, aponta para a independência do seu país;

Itália, convidado para formar novo governo, Giuseppe Conte. Aguarda-se a constituição do executivo;

Bruxelas, a presidente da Comissão da UE, Ursula von der Leyen, continua a formação da sua equipa, tendo já sido escolhido o Presidente do Conselho Europeu, o belga Charles Michel;

Irão, após a visita surpresa do ministro dos Negócios Estrangeiros, Javad Zarif, proporcionada por Emmanuel Macron, aguardam-se desenvolvimentos para eventuais negociações com os EUA;

Bélgica, a crise governativa de longas semanas, tem levado a aturadas negociações entre os principais partidos para formação de um executivo com estabilidade;

Angola, a população, nomeadamente os jovens tem-se manifestado pela falta do cumprimento das promessas do Presidente João Lourenço.

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.