Opinião: A geopolítica da semana

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O mundo a semana passada

18 Ago DOMINGO MOSCOVO A Indústria de aviação da Rússia encontra-se em crise. O governo de Moscovo está a lutar para a manutenção da sua indústria aeronáutica aos níveis da década passada. As reduções do preço do petróleo e as sanções impostas pelos países ocidentais levaram que a produção de aviões civis e militares diminuísse. Em simultâneo, o desenvolvimento dos programas de aviação militar de nova geração abrandou. Os militares consideram o assunto preocupante.

19 Ago SEGUNDA LONDRES Documentos oficiais divulgados pelo jornal Sunday Times alertam que uma saída, sem acordo, do Reino Unido da UE implicará um período de algum caos económico-financeiro, com a escassez de combustível, alimentos, medicamentos, produtos de alta precisão e também o caos nos portos e fronteiras britânicas O novo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, prometeu que o Reino Unido vai sair da UE a 31 de outubro próximo, com ou sem acordo.

20 Ago TERÇA HARARE O Zimbabué vive um novo colapso, se é que alguma vez saiu dele, visto que com o novo presidente Emmerson Mnangagwa, os problemas antigos, do tempo de Robert Mugabe subsistem. Os serviços médico-sanitários encontram-se num caos, sem medicamentos e pessoal qualificado. A corrupção encontra espaço para grande crescimento e a hiperinflação ultrapassou o valor de 120%. O chefe de Estado voltou a defender a adoção de uma nova divisa própria.

21 Ago QUARTA ROMA O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, demitiu-se, acusando Matteo Salvini de grande “oportunismo político”, mas também de falta de cultura institucional, democrática e responsabilidade. A crise provocada pelo ministro do Interior e líder da Liga “expôs a Itália a graves riscos”, afirmou o chefe do executivo, antes de apresentar a demissão. Com esta manobra Salvini força eleições antecipadas e solicita aos italianos mais poderes.

22 Ago QUINTA BIARRITZ Reúne no fim de semana a cimeira do G7, em Biarritz. que terá as suas praias desertas, por motivos de segurança. A operação do governo francês levará à utilização de 13.200 polícias.
A fronteira com Espanha, entre Irún e Hendaia terá fortes perturbações no tráfego automóvel. As autoridades receiam incidentes e manifestações violentas contra a Cimeira do G7, grupo dos sete países mais ricos do mundo – Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha, Japão, Itália e Canadá.

 

A acompanhar durante a próxima semana

Economia da Alemanha, o motor da zona Euro, está à beira da recessão técnica;

Reino Unido, a vida para Boris Johnson não está fácil, na reunião com Merkle ficou a saber que terá trinta dias para apresentar um plano para evitar uma saída sem acordo;

Itália, após a demissão do governo, tenta-se a formação de um governo mais centrista, por forma a evitar eleições;

Biarritz, os desenvolvimentos da agenda da Cimeira do G7, e o posicionamento do presidente americano;

Turquia, o afastamento gradual do ocidente e a ligação à Rússia, colocando problemas à NATO;

Venezuela, as conversas secretas entre Caracas e Washington;

Japão, continuando a sua nova visão armamentista, pretende a aquisição de mais caças F35, americanos.

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