Festival em Leiria estreia para público adaptação de Gil Vicente com mais de um século

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Uma adaptação do “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente, escrita em 1911, vai ser pela primeira vez mostrada ao público no Festival Afonso Lopes Vieira, em São Pedro de Moel, na Marinha Grande, de sexta-feira a domingo.

A peça, adaptada para fantoches pelo autor que dá nome ao festival, chama-se “Autozinho da Barca do Inferno” e fecha a edição deste ano, no domingo, em apresentação inédita para público, na Casa-Museu onde viveu o poeta.

“O ‘Autozinho da Barca do Inferno’ foi feito a partir do ‘Auto da Barca do Inferno’ por Afonso Lopes Vieira para Amélia Rey Colaço e suas irmãs apresentarem, em privado, às filhas de Raul Lino. Esta será a primeira vez que será apresentada ao público”, explica à agência Lusa Miguel Linares, ator e programador do festival.

A estreia é a grande novidade do festival, que propõe três dias de atividades pensadas para famílias, com entrada livre, num apelo à fruição cultural inspirada, sobretudo, na vida e obra de Afonso Lopes Vieira (1878-1946).

Outro destaque são as visitas encenadas à Casa-Museu, que geraram elevada afluência na edição passada: Afonso Lopes Vieira, representado por Miguel Linares, acolhe os visitantes naquela que foi a habitação do poeta, situada na primeira linha da praia de São Pedro de Moel.

“Em 2018 tivemos 300 pessoas na Casa-Museu. Foi um sucesso tão grande que este ano aumentámos o número de visitas”, explica o presidente da Protur, João Caetano, a associação que organiza o festival.

Recuperando o espírito de outros festivais realizados naquela praia do concelho da Marinha Grande na década de 70 do século XX, com o apoio da Fundação Gulbenkian, este procura dinamizar a estância balnear e projetar o legado de Afonso Lopes Vieira, um apaixonado por São Pedro de Moel.

“Quem entra na casa dele percebe que Afonso Lopes Vieira é uma fonte inesgotável de inspiração. Percebe-se a grandeza deste homem”, sublinha Miguel Linares.

No festival Afonso Lopes Vieira, todos os dias há visitas encenadas à Casa-Museu, sessões de histórias e leitura de poesia e caça ao poema em espaços como jardins, ruas e na praia.

Na sexta-feira, há também concertos de Carol, Marciano e Daniel Catarino Trio.

No sábado, há passeio poético até ao farol e música de Rapaz Improvisado com Joel Madeira, Churky e Homem em Catarse.

No encerramento, no domingo, há teatro infantil, música de André Barros e Tiago Ferreira e estreia para público de “Autozinho da Barca do Inferno”.

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