Cinco portugueses entre os selecionados para missões europeias de investigação

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Cinco portugueses foram selecionados pela Comissão Europeia para integrar o comité responsável por definir as missões de investigação e desenvolvimento, no âmbito do programa “Horizonte Europa”, informou hoje o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Os selecionados são Helena Freitas (bióloga da Universidade de Coimbra), Pedro Pita Barros (docente de Economia da Universidade Nova de Lisboa), Tiago Pitta e Cunha (presidente executivo da Fundação Oceano Azul), Paulo Ferrão (docente do Instituto Superior Técnico e ex-presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia) e Teresa Pinto Correia (docente da Universidade de Évora), que vão integrar, respetivamente, as missões de adaptação às alterações climáticas, cancro, oceanos, cidades inteligentes com impacto neutro no clima e saúde dos solos e alimentação.

As cinco comissões são integradas por 15 especialistas cada, não exclusivamente académicos, e serão responsáveis por trabalhar em grandes missões europeias de pesquisa e inovação, no âmbito do programa “Horizonte Europa”, entre 2021 e 2027.

As missões “incluirão um conjunto de ações que visam alcançar um objetivo ambicioso e inspirador, bem como quantificável no quadro temporal da próxima década, com impacto na sociedade”, segundo um comunicado divulgado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

A Fundação Oceano Azul já reagiu, num comunicado, à escolha do seu presidente executivo, Tiago Pitta e Cunha, congratulando-se que pela primeira vez a Comissão Europeia tenha “estabelecido um painel com esta importância para o oceano”, salientando igualmente a nomeação de Peter Heffernan, conselheiro especial da instituição.

Segundo Helena Freitas, catedrática da Universidade de Coimbra e selecionada para a comissão responsável pela adaptação às alterações climáticas, a Europa está a dar um importante sinal de querer empunhar “a bandeira da sustentabilidade” com a criação destes comités de missão.

A Europa está a mudar a “interpretação das [suas] políticas, no sentido de inspirar um modelo novo, porque estes tempos exigem soluções novas”, disse à Lusa Helena Freitas.

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