Opinião: O futuro dos cursos de Engenharia

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Todos ouvimos falar na mudança que a era tecnológica que estamos a atravessar influencia as instituições e as organizações. As alterações acontecem de forma tão rápida que se pode afirmar que a sociedade atual vive numa constante angústia, dado que a adaptabilidade humana foi ultrapassada pela evolução tecnológica. Por este motivo também no campo do ensino da engenharia terão de existir ajustes, sendo um desafio para estas instituições.
Uma das respostas a dar pelas escolas de engenharia é aliar a produção académica teórica, que deve ser de alta qualidade, ao conhecimento prático. Uma das abordagens exequíveis são a formação de equipas de competição em engenharia. Essas equipas devem ser compostas por alunos, sob supervisão de professores, que, além das aulas devem dedicar-se a atividades extracurriculares, realizando projetos práticos em que aplicam e ampliam o seu conhecimento. As atividades dessas equipas deverão ser impulsionadas por competições nacionais e internacionais, e devem ser eventos de alto nível tecnológico, com o propósito de colocar à prova os conhecimentos e tecnologias desenvolvidas.
Os cursos de engenharia são cada vez mais multidisciplinares e devem responder aos objetivos impostos pelos empregadores. Falar hoje em engenharia tradicional não faz sentido. No caso das competições em engenharia, estas permitem, sobretudo, que os alunos tenham uma ligação prematura ao mercado de trabalho.
Assim, desde o projeto, a modelação, a simulação, a otimização, a construção e o teste, são fases que possibilitam a aplicação dos conhecimentos adquiridos na sala de aula e a procura de soluções para problemas complexos de engenharia. Estas ações exigem a organização de reuniões, a gestão de orçamentos, além do planeamento logístico necessário para participar em competições. Estas atividades resultam num ganho incomparável na qualificação profissional dos futuros engenheiros e devem envolver empresas, que nelas devem participar.
Para além da competição e da ambição pela vitória e da disputa entre as equipas, prevalece a intensa troca de informações e experiências. Com esta prática o ensino da engenharia torna-se mais robustecido, devido à aprendizagem baseada no campo do saber fazer.
As competições são iniciativas que motivam mais conhecimento prático, e são uma forma de manter as fronteiras das instituições de ensino de engenharia abertas à sociedade.

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