Opinião: Máquina de fazer dinheiro

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Aparentemente voltámos ao despesismo municipal. Os apoios às Festas, as obras sem fim, a renovação de balneários de praia a preço de ouro ( 90 mil Euros), a antevisão de complexos desportivos, piscinas, aumento da fatura energética, privatização de serviços, transferências a granel para as Juntas de Freguesia,…etc., fazem-nos pensar que vivemos numa época folgada. O futuro tem como limite temporal as próximas eleições. Isto, apesar de a Câmara ainda ter uma enorme dívida financeira a pagar. Acrescenta-se o atraso local em termos de sustentabilidade física, no sentido ambiental, populacional e económico.

É claro para os mais atentos que o despesismo só é possível porque ainda temos o “ouro do Brasil”. Ou seja, os Fundos Comunitários que os contribuintes alemães, suecos, franceses,… generosamente nos atribuem para que possamos subir no patamar do desenvolvimento. Mas, certamente que não irá durar para sempre, toda esta bonomia – baixas taxas de juro – perante os já sobreendividados portugueses.

João Ataíde, o ex-presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ficou conhecido pela forma racional como geriu as finanças. Estancou a dívida e as absurdas despesas herdadas dos executivos anteriores. Agora que Ataíde deixou de ser o timoneiro, o que acontecerá? Irá Carlos Monteiro seguir a mesma rota, ou como parece, reeditar o estilo do PSD ( 1997-2009 ) e gastar o que tem e não tem? Terá alguém ponderado no Executivo que se oponha as despesas sumptuosas que nada contribuem para a sustentabilidade do concelho?

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