Opinião| Consultório de estilo: O que combina consigo?

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Parece óbvio, o que nos mantém confortável. A moda são os nossos olhos, quando vemos« cores e texturas, é também um paradigma que nos inspira e veste todos os dias. Procuramos sempre signifi – cados para entender algo que nasceu da essência de uma necessidade, que relacionamos com os grandes nomes da MODA, que, muitas vezes, resvala para o fútil e torna-se um debate aberto sobre imitação, simplicidade e livre arbítrio.

Do vintage ao contemporâneo, do clássico ao moderno, a moda retrata uma sociedade em crescente evolução. Podemos compará-la às pessoas, da forma como elas são afetadas pelas tendências e como são modifi cadas de acordo com cada estação. E, ainda, compreender o que a moda significa para nós, sem consultar manuais e modismos; é sinal de que estamos atentos aos costumes sem a influência do outro.

Além da vasta literatura temos a convicção de que a moda é um assunto inesgotável e de que o seu universo está sempre em construção. De um conceito, os responsáveis levam a moda às ruas, contam a história de comportamentos, estilo, beleza, dinheiro, fama, enfim, e outras distopias. A sua intemporalidade evidencia que a moda não sugere apenas cobrir o corpo, vai além, passeia-se na arte e na cultura e altera padrões.

Tudo tem uma cor, uma fragrância e uma inspiração carregada de euforia. A moda versátil e contemporânea não se impõe, encontramo-la no design de um carro, nas linhas arquitetónicas de uma casa, e até mesmo num acessório utilizado globalmente: o telemóvel. Assim percebemos a magnitude e a infl uência dessas duas sílabas MO-DA, a ideia de que estamos tomados por ela nos mais diversos segmentos.

A nossa liberdade de opinião define, às vezes, o que está na moda e o que a mantém, explora os sentidos e alimenta o homem de cultura, educando as novas gerações, mais conscientes, para os perigos da futilidade de hoje, incompatível com a sociedade global interessada na sustentabilidade e na inclusão.

Sem rótulo, a MODA estabelece uma função democrática, regulariza a estética para além do campo visual e não se contradiz pelo facto de ser uma invenção (ou) reinvenção de si própria. Quem a desenvolve é mais do que um criador, é a ponte entre o ficcional e o real.

Na sociedade do efémero quase tudo se discute, embora o ditado “gosto não se discute” diga o contrário. Para Baudelaire “o prazer que extraímos da representação do presente, deve-se não apenas à beleza de que pode estar revestido, mas também à sua qualidade essencial do presente”. O gosto é subjetivo, a moda é adjetiva e o nosso papel é escolher o que combina connosco em tempos de slow-fast fashion.

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