Investigadores de Coimbra estudam impacto do colesterol em excesso no cérebro

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O colesterol em excesso presente no cérebro pode ter impacto na terapia de doenças degenerativas, segundo um estudo coordenado por investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC), divulgado hoje.

“O estudo demonstrou de que forma a limpeza de colesterol em excesso presente no cérebro pode ter impacto na terapia de ataxias espinocerebelosas, como a doença de Machado-Joseph”, refere uma nota da Universidade de Coimbra.

O trabalho foi financiado pela Comissão Europeia (programa JPND co-fund), pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), pelo COMPETE 2020, pela Fundação pela Ciência e Tecnologia (FCT), pelo NeuroATRIS, pelo Fundo de Investigação para a Doença de Machado-Joseph de Richard Chin e Lily Lock, pela Fundação Nacional de Ataxias e pela Fundação para a Investigação Médica de França.

Luís Pereira de Almeida, investigador do CNC-UC e docente da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, liderou a investigação a par com Nathalie Cartier (do Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale, de França) e Sandro Alves (Institut du Cerveau et de la Moelle Epinière, também de França).

A compreensão destes processos poderá ter um grande impacto clínico em várias doenças neurodegenerativas. Poderemos ter uma estratégia terapêutica mais geral, que – se não puder curar – possa pelo menos aliviar estas doenças, recorrendo a processos mais simples e económicos [do que as estratégias direcionadas para os genes causadores de doenças do cérebro], conclui Luís Pereira de Almeida.

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