Cidades da região Centro valorizam processo de candidatura a Capital Europeia da Cultura

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Os responsáveis pelas candidaturas de quatro cidades da região Centro do país a Capital Europeia da Cultura valorizaram hoje os processos de candidatura e o trabalho que está a ser feito nos territórios.

Na região Centro são quatro as cidades que já anunciaram a sua intenção de candidatura à competição para Capital Europeia da Cultura em 2027: Aveiro, Coimbra, Leiria e Guarda.

Os responsáveis pelas respetivas candidaturas participaram hoje num debate sobre “Visão Centro 2027: processo e reflexões na região“, moderado por Américo Rodrigues, diretor-geral das Artes, no âmbito da conferência internacional sobre “Cultura. Território e Desenvolvimento”, promovida pela Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC), na aldeia histórica de Idanha-a-Velha, distrito de Castelo Branco.

Participaram na iniciativa, que fez um pronto de situação das candidaturas e uma análise do que cada cidade pretende, José Pina (Aveiro), Luís de Matos (Coimbra), Paulo Lameiro (Leiria) e José Amaral Lopes (Guarda).

Durante o debate, o representante da candidatura de Leiria, disse que independentemente dos resultados alcançados, no seu caso, dos 26 municípios envolvidos, “praticamente todos constituíram Conselhos Municipais de Cultura, que não existiam”.

“Este é o primeiro resultado imediato. Estas autarquias estão a investir mais em cultura”, apontou Paulo Lameiro, que defendeu que o Ministério da Cultura atribua a todas as candidaturas “um prémio que justifique todo este trabalho que está a ser feito”.

Luís de Matos, por Coimbra, disse que no final do processo de preparação da candidatura “todos ganham”.

O responsável valorizou o facto de os executivos municipais atuais – que começaram as candidaturas em 2017/2018 – não serem aqueles que assistirão à aplicação do trabalho que está a ser feito. “Isso é uma das coisas mais belas do processo”, afirmou.

José Amaral Dias, responsável pela candidatura da Guarda, lembrou que o processo envolve a comunidade e os agentes locais e é transfronteiriço, lembrando que Salamanca (Espanha), “é parceiro institucional de longa data”.

Por Aveiro, José Pina, disse que, independentemente do resultado, para o município, “o mais importante é o processo de construção da candidatura”, indicando que está a ser elaborada uma estratégia para ser aplicada a longo prazo e, em caso de derrota, em 2028, “as práticas culturais e de cidadania estarão diferentes do que estão hoje”.

Luís de Matos não escondeu que a candidatura de Coimbra aspira à vitória, desde logo por reconhecer que “Portugal interpreta-se em Coimbra” e a cidade “é como que uma porta giratória para o mundo”.

“A Capital Europeia da Cultura em 2027 só poder ser na região Centro do país, não tem qualquer outra hipótese”, vaticina.

Com a conferência internacional sobre “Cultura. Território e Desenvolvimento”, que hoje começou em Idanha-a-Nova, a DRCC pretende “promover uma discussão alargada sobre o papel da cultura no desenvolvimento dos territórios, tendo como pano de fundo a competição, que se avizinha em Portugal, para selecionar a Capital Europeia da Cultura 2027”. A iniciativa reúne especialistas, nacionais e internacionais até este sábado, 13 de julho.

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