Caderno Emigrante: “Escolham uma região que ainda não conhecem do Centro de Portugal”

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DR-Carlos Furtado

Que região, em termos turísticos, vão encontrar os emigrantes quando passarem pela fronteira de Vilar Formoso?

Quando passarem pela fronteira de Vilar Formoso, os nossos emigrantes vão sentir a emoção de quem há muito contava os dias que faltavam para poder, finalmente, abraçar os seus familiares. Vão voltar a sorrir quando chegarem às aldeias onde cresceram e onde se fizeram homens e mulheres e quando saborearem a comidinha tradicional, que ocupa um lugar tão importante na memória. Turisticamente, vão encontrar um Centro de Portugal que se desenvolve ano após ano. Uma região que consegue conciliar a tradição com a modernidade; que olha para o futuro, apostando em experiências e nos novos segmentos de turistas, sem esquecer o passado, orgulhando-se do seu inigualável património natural, cultural e material, muito do qual foi já classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.

Que importância têm os emigrantes na promoção turística da entidade regional?

A diáspora assume um papel fundamental na promoção turística além-fronteiras, e os nossos emigrantes são os grandes embaixadores da marca Centro de Portugal. Apesar do peso crescente das plataformas digitais de promoção e divulgação turística, as sugestões de visita aconselhadas na primeira pessoa continuam a ser decisivas. Ao regressarem aos países onde trabalham, os emigrantes contam aos seus colegas e amigos, com um brilho nos olhos, as experiências que tiveram nas semanas que passaram por cá. Falam com saudade da gastronomia, dos passeios, das paisagens, das praias… do luxo que é passar uma temporada no Centro de Portugal. Nada paga esta forma tão direta de promoção turística.

Mais uma vez, uma boa parte da região voltou a ser fustigada por um grande incêndio florestal. Que impacto isso pode ter no fluxo turístico nos meses de Verão?

Infelizmente, o coração do Centro de Portugal voltou a ser afetado por incêndios de grandes dimensões e quero prestar a minha solidariedade para com todos os afetados. Esperamos, no entanto, que a atividade turística não seja afetada de forma significativa. As boas notícias é que, até ao momento, apesar de se ter verificado alguns cancelamentos de reservas (essencialmente do mercado nacional), não há infraestruturas turísticas afetadas. O território do Centro de Portugal é muito grande e os principais fatores de atração turística da região continuam incólumes, estando reunidas todas as condições para que este possa ser visitado, em total segurança.
Por muita dimensão que tenha um incêndio, ele cinge-se, normalmente, a áreas florestais menos relevantes para o turismo. Os fluxos turísticos procuram nesta altura as praias, o património cultural e edificado, as aldeias do xisto, de montanha e históricas, e esses produtos turísticos estão, como sempre, aptos para receber os visitantes. Mesmo quando se dá o caso de um incêndio afetar uma zona natural que seja procurada, muitas outras continuam intocadas, a poucos quilómetros de distância.

Que sugestões deixaria aos emigrantes para conhecer na região durante alguns dias?

Em primeiro lugar, que aproveitem os primeiros dias para matarem as muitas saudades que guardavam no peito: que aproveitem ao máximo os momentos passados em família e com os amigos. Depois, como há tempo para tudo, escolham uma região que ainda não conhecem do Centro de Portugal e partam à sua descoberta. Há tanto para conhecer neste território! Se são da Região de Aveiro, passem uns dias na encantadora Beira Baixa; se regressam à Região de Coimbra, descubram a maravilhosa costa do Oeste; se são de Leiria, visitem as ancestrais terras de Viseu Dão Lafões; se são da Serra da Estrela, desçam ao refrescante Médio Tejo. Sugestões que, naturalmente, podem ser combinadas de mil e uma maneiras. Pelo caminho, entrem nos restaurantes recomendados e comprovem a diversidade gastronómica da região. Podem ter a certeza de que vão ficar agradavelmente surpreendidos com a qualidade e o dinamismo do Centro de Portugal!

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