Qualidade da água nas barragens de Castelo de Bode e Cabril não preocupa a APA

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DR Turismo Centro Portugal

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) garantiu hoje, no parlamento, não estar preocupada com a qualidade da água para consumo humano nas barragens de Castelo de Bode e Cabril, na zona Centro, segundo os resultados das análises deste ano.

“A monitorização feita, hoje em dia, é bastante exaustiva em vários níveis e revela, de facto, que não estamos ainda numa situação de aferir que as evidências da qualidade da água das albufeiras do Cabril e de Castelo de Bode esteja afetada para nós nos preocuparmos ao ponto de ter impacto ao consumo humano”, disse Mercês Ferreira, do conselho diretivo da APA.

A engenheira falava na comissão parlamentar de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação, numa audição requerida pelo BE sobre os problemas ambientais no Cabeço do Pião, no concelho do Fundão, distrito de Castelo Branco, onde durante décadas esteve instalada a exploração das Minas da Panasqueira.

Aos deputados, a responsável da APA disse que os valores dos exames feitos à água daquelas barragens “são compatíveis com a ETA [Estação de Tratamento de Águas de Asseiceira]”, responsável pelo tratamento de águas de Castelo de Bode.

Mercês Ferreira frisou que a qualidade da água das albufeiras não está em perigo e explicou que a análise realizada pela APA é “muito intensa”, sendo feita quatro vezes por ano a elementos físico-químicos e seis vezes por ano a outros elementos.

A audição, que juntou também os presidentes dos municípios do Fundão (distrito de Castelo Branco) e de Figueiró dos Vinhos (distrito de Leiria), o diretor-geral da Energia e Geologia e dois especialistas, ocorreu a pedido do Bloco de Esquerda, em 05 de abril.

O BE quer analisar os problemas ambientais no Cabeço do Pião que podem ter sido causados pela deposição de lamas tóxicas decorrentes da exploração das Minas da Panasqueira e que, segundo os bloquistas, “se encontra em risco de rutura iminente”.

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