Pedrógão Grande: Programa Aldeia Segura com arranque tímido nos concelhos mais afetados

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O programa Aldeia Segura regista um arranque tímido nos três concelhos mais afetados pelo grande incêndio de Pedrógão Grande, com o Governo a contabilizar apenas três localidades associadas.

O programa, cuja adesão é voluntária, foi implementado nas aldeias de Camelo, Sarnadas e Coentral Pequeno, todas do concelho de Castanheira de Pera, informou à agência Lusa a assessoria de imprensa do Ministério da Administração Interna.

Em Pedrógão Grande, a autarquia afirma que a localidade da Picha já está com a sinalética instalada e poderá faltar eventualmente alguma formalização do protocolo e, em Figueiró dos Vinhos, o município refere que aderiu muito recentemente ao programa com a aldeia da Arega, razão pela qual acredita ainda não estar na contabilização do Governo.

O programa, que surgiu na sequência dos grandes incêndios de 2017, “está neste momento a ser implementado em 605 freguesias, 1.863 aglomerados e em 126 concelhos do país”, referiu o Ministério da Administração Interna (MAI), salientando que “já foram realizadas 507 ações de sensibilização” e criados 1.456 abrigos nas aldeias.

“Comparativamente com 2018, foram designados mais 65 oficiais de segurança, realizados mais 49 simulacros, elaborados mais 53 planos de evacuação, identificados mais 69 locais de refúgio, abrangendo mais 88 aldeias, 43 freguesias e 09 concelhos”, acrescenta o MAI.

Em declarações à Lusa, a vice-presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Margarida Guedes, esclareceu que o município optou pela localidade da Picha, porque foi uma das poucas que não ardeu com o grande incêndio de 2017 e que agora pretendem tornar aquela aldeia “num exemplo”.

“Não foi pelo facto de não sermos um concelho prioritário que não implementámos o programa. Queremos continuar com o programa da Aldeia Segura, sobretudo nas zonas não ardidas”, acrescentou.

Já em Figueiró dos Vinhos, o chefe de gabinete de apoio à presidência da autarquia, Gonçalo Brás, assegura que a integração de Arega no programa “já é uma realidade”, referindo que recentemente foi realizado naquela localidade um simulacro e estão sinalizadas as zonas de refúgio.

A autarquia optou por começar na Arega por estar identificada como uma das poucas zonas vulneráveis do concelho (por não ter ardido em 2017), sendo que o município salienta que “outras aldeias se irão seguir”.

“Começámos pela mais prioritária”, frisou Gonçalo Brás.

O programa Aldeia Segura prevê, entre outras medidas, a designação de um oficial de segurança local, definição de planos de evacuação de aldeias, identificação de locais de refúgio e a realização de simulacros.

Segundo o MAI, tal como no ano passado, haverá uma campanha na comunicação social de sensibilização de adesão ao programa.

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