Pedrógão Grande: Inquérito a alegadas irregularidades na reconstrução de casas tem 43 arguidos

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O inquérito que investiga alegadas irregularidades no apoio à reconstrução de casas que arderam no fogo de Pedrógão Grande, em 2017, tem 43 arguidos, disse hoje a Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Existe um inquérito onde se investigam irregularidades relacionadas com a reconstrução e reabilitação dos imóveis afetados pelos incêndios de Pedrógão Grande. Este inquérito tem, neste momento, 43 arguidos constituídos, encontra-se em investigação e está em segredo de justiça”, refere a PGR, em resposta escrita enviada hoje à agência Lusa.

Fonte judicial disse à Lusa que o presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, é um dos arguidos neste inquérito. O autarca é também arguido no processo que visa apurar responsabilidades nos incêndios naquela região que, em junho de 2017, mataram 66 pessoas e feriram mais de duzentas.

No processo em que se investigam irregularidades no apoio à reconstrução de casas, eram quatro os arguidos constituídos em setembro de 2018, número que subiu para dez, em novembro, sendo todos, à data, “requerentes de apoios”, no âmbito do inquérito que investiga “irregularidades relacionadas com a reconstrução e reabilitação dos imóveis afetados pelos incêndios de Pedrógão Grande”, explicou a PGR, naquela ocasião.

De acordo com a nota publicada, em setembro de 2018, pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Coimbra, estão em causa “factos suscetíveis de integrarem os crimes de corrupção, de participação económica em negócio, de burla qualificada e de falsificação de documento”.

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