Opinião: Pela árvore

Posted by

A instituição pela ONU de um “Dia Mundial” tem como objetivos principais chamar a atenção para determinado problema e propor medidas para a sua minoração/resolução.

Hoje, 17 de junho, é o Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação, celebrado desde 1995 para sensibilizar as populações e os governos, nacionais e locais, da necessidade de cooperação no que diz respeito a estes fenómenos, no respeito pela respetiva Convenção da ONU.

Sendo a desertificação a perda da capacidade de renovação biológica e a seca um fenómeno natural de défice de água por um extenso período de tempo, com danos na agricultura, na pesca e no habitat dos seres vivos, vale a pena lembrar que a 17 de junho de 2017 deflagrou em Pedrógão Grande um incêndio florestal que, alastrando aos concelhos vizinhos, se tornou no maior de sempre em Portugal, o mais mortífero da nossa história ( 66 mortos) e o 11.º mais mortífero a nível mundial desde 1900.

Quanto aos prejuízos materiais, mais de 500 casas de habitação foram parcial ou totalmente destruídas, foram afetadas cerca de 50 empresas e centenas de postos de trabalho, com custos superiores a 500 milhões de euros.

Numa Figueira na qual a árvore se corta porque sim, aparentemente satisfeita com o estado caótico da Serra da Boa Viagem oito (!) meses depois da Leslie, permitam-me a ousadia de lembrar que uma em cada cinco pessoas no mundo depende das florestas para as suas necessidades de subsistência e que as árvores e os ecossistemas florestais têm valor intrínseco, independentemente da sua utilidade para os seres humanos.

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.