Opinião: Peço desculpa

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A ADSE: A ADSE não é uma regalia de funcionários públicos. É um seguro de saúde, pago com 3.5% do salário. Ver o CDS a falar da ADSE como se fosse uma regalia, um privilégio, é verdadeiramente desencorajador.
Quem tem ADSE paga 3.5% do seu salário e ainda contribui para o SNS com os seus impostos.
A proposta do CDS rebenta com a sustentabilidade da ADSE e só favorece uma coisa: os seguros alternativos que, de repente, ficam atrativos para pessoas de bons rendimentos. Se calhar é essa a ideia.
A sério: não tenho paciência para populismo e malta que joga com o desconhecimento dos outros.
PSD: José Pacheco Pereira fez uma excelente análise sobre o estado do PSD na última Circulatura do Quadrado. Um partido destruído que Rui Rio recebeu e que não soube regenerar. Um partido sem quadros, constituído por claques, incapaz de ter a menor influência na vida social, económica e política do país. A regeneração do partido implica a sua implosão e renovação total.
Só nos resta CANTAR: Li esta semana no Público: “Grávidas sem urgências no Verão. Quatro maiores hospitais de Lisboa fecham serviços por falta de médicos. Maternidade Alfredo da Costa, Hospital de Santa Maria, São Francisco Xavier e Amadora-Sintra vão ter de fechar urgências de obstetrícia. Ministério da Saúde tenta minorar problema e propõe encerramentos rotativos durante mais de dois meses”. Se fosse noutros tempos, vários locais seriam invadidos por pessoas com cartazes a cantar. Cantemos, portanto, em uníssono: “Grândola Vila Morena, terra da fraternidade, o povo é quem mais ordena, dentro de ti ó cidade…”.
Teixeira dos Santos, ex-ministro das finanças de José Sócrates, foi à AR dizer: “Todos falhamos”.
Pronto, agora basta dizer “desculpem, mas paguem lá o prejuízo”. E está tudo resolvido. Eu até estou de relações cortadas com o Sócrates!!! É a moda.
O outro ministro das infraestruturas falhou redondamente nos transportes. O novo diz: “peço desculpa, falhamos”.
O Presidente da Câmara que fez contratos com a empresa do pai diz: “desculpem, errei”. E pronto, todos erramos.
O ex-qualquer coisa do PSD tem o Ministério Público à perna e diz: “peço desculpa, mas não sei de nada e nunca me passaria pela cabeça usar imunidade parlamentar”. Pronto, está safo. Quem é que não tem um deslize?
É a teoria da responsabilidade coletiva e do deslize. Solução? Pede-se humildemente desculpa e admite-se que se é humano. E os humanos falham. É a natureza das coisas. Logo, não há responsabilidade. Foi assim que deus nos fez. Somos imperfeitos por projeto, pelo que falhar é a nossa sina.
Fim.

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