Opinião: Não são suposições nem parecenças…

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Nunca esqueci a tarde em que, em pleno “cavaquistão” e durante uma inauguração de uma das incontáveis indústrias apoiadas pelo PEDIP, um primeiro-ministro que queria ser Presidente da República, numa entrevista ocasional, “tirou o tapete ao seu sucessor natural”, por sinal homem desta Região, dotado de caráter impoluto, notável inteligência, e capacidade. Pensei que a razão para tal teria decorrido de, por o povo não gostar de colocar todos os ovos no mesmo saco, para votar nele para Presidente, a esquerda teria de ganhar as legislativas. Mas o que veio a suceder foi que nenhum deles foi eleito, por o povo ter metido todos os ovos no mesmo saco, o do PS!

Há uns dias, na Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, o mais popular dos nossos Presidentes da República, eleito pela maioria do povo, e que decerto será reeleito por ainda mais votos, ultrapassando de longe a expressão política de um PSD que já liderou, a quatro meses das legislativas penalizou este partido e “matou” eventuais ambições de Rui Rio. Mas o que levou o Professor a voltar ao papel de comentador político de sucesso que foi, mas não devia ser desde que é Presidente, não foi de certo (por ter a reeleição garantida), o que terá levado o “imperador do cavaquistão a aniquilar o seu sucessor”. O que o terá levado então, a tão mortal intervenção?

Há quem diga que quando o Professor que toda a vida deu notas, foi líder do PSD, no tempo em que era secretário-geral Rui Rio, a volubilidade de um e a constância do outro chocaram de frente (ou de esquina, consoante a natureza de cada personagem), pelo que o amor fraterno que um nutrirá pelo outro, lembrará Caim e Abel. Pessoalmente, não acredito que esta história seja verídica, ao contrário das palavras ouvidas nas andanças atrás referidas. Mas seja qual for a verdade, o Presidente não devia ter dito o que disse, a não ser que “haja história” nesta história!

É que se a coisa já está preta, para quê, mandar umas pazadas de terra para enterrar ainda mais quem arrosta com quezílias internas dos que querem ocupar lugar de relevo na arena política, e tem por adversário um político tão hábil que até em folhetos e cartazes aparece mais claro do que é! O que lembra o que disse no Parlamento, a (des) propósito de uma contenda com Cristas! Mas que importa a cor da pele a quem vota, se o que mais importa é seriedade e competência?

Para um Presidente tão sagaz e previdente ter interferido de forma tão contundente na vida do próprio partido, quem sabe se não estará para acontecer alguma grande surpresa política. É que de outro modo, não se entende bem porque terá dito o que disse…, mas ele lá saberá porque o disse. Certo é que Cristas, e Rio, sofrerão na pele o efeito de um mordaz comentário de quem nunca deixará de comentar, por lhe estar na massa do sangue fazer sempre um pouco de sangue!

Há países em que tudo se aposta, pelo que se numas eleições legislativas que já nem levantavam dúvidas, viesse a haver uma surpresa estrondosa, quem apostasse em quem agora ficou sem “chances”, ficaria milionário. Mas sem novas apostas políticas, nem serão precisas sondagens a prever o quão muito uns terão e quão pouco terão outros, para desde já se acertar na “mouche”! Quanto às longínquas eleições presidenciais, que ficam caras, como já se sabe o resultado e para não perder tempo, o atual Presidente poderia considerar-se eleito por unanimidade e aclamação! Como não seria democrático, e embora só masoquistas pensem em enfrentar “um eleito” que, quiçá desde sempre, terá delineado, ao mais ínfimo pormenor, o que faria para vencer, não uma, mas duas vezes seguidas, haverá eleições. Não são suposições nem parecenças, apenas reflexões sobre coisas da vida, relativas a certas “contas certas”, sempre prometidas, mas raro cumpridas!

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