Opinião: Futebol

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Voltamos a este tema até porque, no que concerne à cidade, estamos conversados, com dois orçamentos obviamente sem serem por ajuste direto, que esses passam sempre, ficando com duas obras essenciais na expetativa, mas que não se vão realizar no prazo previamente acordado. Bem longe disso… como tem sido alias timbre do Sr. Machado.
Voltemos ao tema desta crónica, seguramente mais interessante, começando por felicitar o Pedro Roxo, meu querido amigo Gustavo Mota e toda a Direção, Conselho Fiscal e Conselho Académico, bem como Assembleia Geral, recentemente eleitos para o novo mandato à frente dos destinos da nossa Académica.
O caminho a percorrer será longo e difícil, mas tem todas as condições para ser viável.
É preciso ter calma, bom senso e principalmente muito sentido de servir para atingir os objetivos que todos gostaríamos de ver cumpridos.
Somos por natureza ingratos para com os nossos, haja em vista cidades como Guimarães e Braga, em que o Município participa em larga escala nos êxitos alcançados.
O número de associados que temos é “ridículo” para a cidade onde tanto gostamos de viver.
Gostaria de apelar aos dois amigos citados anteriormente e à restante Direção que não ficassem com a ideia que a Académica deixa de ser Académica por estar na segunda liga. Por mim, podeis crer que na segunda, primeira ou nos distritais a Académica será a única que me fará sofrer, alegrar e viver o seu percurso de forma apaixonada.
Se me perguntarem, no entanto, onde acho que é o seu lugar relativamente ao todo nacional, direi sempre que é a Primeira Liga.
A maior sorte do mundo para a nossa Briosa é que as bolas que batem na trave e passam ao lado entrem todas na baliza, porque a sorte também é indispensável neste mundo do futebol.
No domingo passado a nossa Seleção sagrou-se campeã da Liga Europa, uma nova competição patrocinada pela UEFA em que Portugal se inscreve como primeiro vencedor. Se há 3 anos fomos campeões europeus em França, esta nova vitória deixa-nos a convicção que não foi por acaso.
Se infelizmente a maioria dos dirigentes de clubes portugueses nada faz por essa fabulosa indústria que é o futebol, o Engenheiro Fernando Santos e um punhado de excecionais jogadores mostra ao mundo que a técnica e os resultados se alcançam com muito trabalho e dedicação.
Temos uma equipa nacional entre as melhores do mundo, em que estes dois resultados nos deixam a certeza de que tudo é possível.
Temos escolas de formação, nomeadamente a nível dos três grandes, que fazem inveja aos maiores colossos no futebol mundial.
Não consigo perceber como na noite em que ganhámos à Suíça por 3-1 os comentadores habituais, nomeadamente da SIC, arrasaram o treinador dizendo que não tínhamos perdido por mera sorte. Deixai-os falar que no domingo, após a vitória sobre a Holanda, todos se calaram.
Percebeu-se perfeitamente o enredo de uma história, que só servia se tivesse acontecido vender mais umas horas para que eles fossem ouvidos na substituição do treinador da seleção nacional.
É esta, aliás, a característica principal dos nossos comentadores, que pouco ou nada ajudam o futebol.
Penso que com a entrada de Bruno Lage e de Marcel Keizer se atinge uma nova plataforma no futebol português, onde o respeito pelo adversário e o bom senso são a palavra de ordem. Em completa oposição a Sérgio Conceição que numa atitude inqualificável recusou-se a apertar a mão a Frederico Varandas no final da taça. Fê-lo unicamente para que os meio de comunicação social naquela noite e no dia seguinte só falassem nisso, esquecendo a derrota de uma época. Aquele Senhor não dignificou seguramente o futebol, mas serviu-se dele.
Boas férias para todos os que gostam desta espantosa modalidade desportiva.

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