Opinião: Decidam-se

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A decisão sobre a localização da nova maternidade de Coimbra ameaça arrastar-se e essa é a pior situação de todas. Todos concordam na urgência da decisão, mas as várias partes envolvidas discordam sobre onde deverá ser instalada a Maternidade ou o Centro Materno-Infantil.

A Ministra Marta Temido anunciou que o Governo recebeu uma proposta para que a nova maternidade de Coimbra se localize nos CHUC, decisão apoiada pela administração deste hospital.

O Presidente da Câmara de Coimbra, o PS, o PCP, o Bloco de Esquerda e o movimento Cidadãos por Coimbra, bem como profissionais ligados ao sector da saúde apressaram-se a contestar.

A decisão é mesmo urgente porque as actuais instalações são uma desgraça. Tivesse que ser tomada em Lisboa, e já havia Centro Hospitalar, Maternidade, Centro Materno-Infantil e tudo o mais que fosse preciso, mesmo em regime de rotatividade, como está anunciado. Mas é em Coimbra, e os daqui não se entendem.

Daqui a dias cria-se uma Comissão para estudar o caso, abre-se uma sede, nomeiam-se técnicos para analisar e daqui a uns anos estaremos ainda mais decrépitos. E ainda a discutir sem decidir.

A decisão é mesmo urgente porque quem mais sofre são os cidadãos, os médicos e os demais profissionais de saúde. Tem havido casos muito graves com a situação de colapso, que não afecta apenas as instalações, mas também a organização dos serviços e tudo o mais que é necessário para fazer nascer as nossas crianças, especialmente quando há diagnósticos mais complicados. Os médicos e demais profissionais de saúde, estou certo que de tudo fazem para, de acordo com o seu juramento, e no respeito pelas regras de intervenção e tratamento, executar a sua arte.

Mas há limites para o seu empenho e nada poderão fazer se faltarem ambulâncias apropriadas, sangue que tarda em chegar, instrumentos que não existem, serviços descentralizados e desorganizados que consomem tempo que pode fazer falta, e muitas vezes é o essencial, a uma criança que precisa de cuidados para sobreviver.

Falta por isso evidenciar a urgência da decisão, confrontar o país, a nossa cidade e os decisores políticos com a mais dura da realidade e que são as consequências concretas sobre o atraso na decisão. Quantas vidas já custou e quantas mais estarão em risco com o atraso na decisão?

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