Oliveira do Hospital inaugura ampliação de ETAR que custou 660 mil euros

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A obra de remodelação e ampliação da estação de tratamento de águas residuais (ETAR) de Oliveira do Hospital, que envolveu um investimento da ordem dos 660 mil euros é inaugurada na terça-feira, foi hoje anunciado.

A ETAR daquela cidade, em funcionamento desde 2008, estava “subdimensionada face às atuais condições de afluência”, afirma a empresa Águas do Vale do Tejo (grupo Águas de Portugal), responsável pela infraestrutura.

Após esta intervenção, “a ETAR passou a estar dimensionada, quer em termos hidráulicos, quer em termos processuais, para tratar um equivalente populacional de 17.750 habitantes, e um caudal médio diário, em tempo húmido, de 2.625 metros cúbicos por dia”, disse à agência Lusa fonte da empresa.

A estação, que tinha, até agora, capacidade para servir uma população de cerca de 11.750 pessoas e um caudal médio de pouco mais que 1.500 metros cúbicos diários, estava a gerar “problemas ambientais de vária ordem”, sentidos “sobretudo ao nível da emissão de maus cheiros que, periodicamente”, afetavam a cidade e núcleos habitacionais mais próximos, de acordo com a Câmara de Oliveira do Hospital.

A situação resultava do facto de o equipamento ter sido “construído de forma subdimensionada, pela empresa Águas do Zêzere e Coa” e “sem capacidade para fazer eficazmente o tratamento satisfatório das águas residuais”, afirmava a autarquia, em junho de 2017, quando foram anunciadas as obras de remodelação e ampliação.

“O local de descarga do efluente tratado é no rio de Cavalos, curso de água pertencente à bacia hidrográfica do rio Mondego, considerada meio sensível”, pelo que a estação de Oliveira do Hospital “assegura um tratamento de nível terciário das águas residuais, integrando etapas para remoção de nutrientes (azoto e fósforo), bem como filtração e desinfeção por ultravioletas para reaproveitamento de parte do efluente tratado como água de serviço”, afirma a Águas do Vale do Tejo.

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