“É preciso que este relacionamento seja sentido pelos nossos povos”

A Língua como elemento unificador. Como identidade, pátria, traço comum entre os povos. Para Joaquim Chissano, antigo Presidente da República de Moçambique (1986-2005), que esteve ontem na inauguração oficial da Academia Sino-Lusófona da Universidade de Coimbra, a Língua é, precisamente, a “área de maior potencial para alavancar a cooperação entre a China, Portugal e os Países de Língua Portuguesa”.
“A academia, que hoje inauguramos, tem a nobre tarefa de estudar as melhores maneiras de fazer avançar, em várias frentes, a cooperação sino-lusófona para benefício dos povos envolvidos. Recordemos: enquanto o Mandarim é a Língua mais falada do mundo, a Língua Portuguesa é a quarta mais falada e a terceira com maior crescimento. A maior difusão destas línguas irá facilitar a comunicação entre os povos, sobretudo na realização de iniciativas económicas e culturais”, defendeu.
E essa será apenas uma das missões da academia, cujo trabalho – advertiu – “não deve ficar apenas nas gavetas das universidades de Moçambique ou em universidades africanas”. “É preciso que este relacionamento seja sentido pelos nossos povos. É o que tem faltado muitas vezes”, lembrou o antigo Presidente da República.
Ao intervir na sessão que decorreu no Casa da Jurisprudência, o reitor da UC, Amílcar Falcão não deixou de realçar que a instituição universitária deu um “passo de enorme relevância” na sua estratégia de internacionalização ao inaugurar oficialmente a Academia Sino-Lusófona.

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