Disponíveis 33 meios aéreos de combate a incêndios dos 60 previstos

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O ministro da Defesa Nacional disse hoje que estão atualmente disponíveis 33 meios aéreos de combate a incêndios florestais e “dentro de dias” vão estar operacionais mais seis aeronaves, garantindo que existem condições para dar resposta às necessidades.

“Neste preciso momento temos mais meios aéreos que alguma vez tivemos a 05 de junho. São atualmente 33 e serão 39 dentro de dias. Em nenhum outro momento, na primeira quinzena de junho, tivemos meios semelhantes”, disse João Gomes Cravinho, na Comissão de Defesa Nacional, numa audição pedida pelo PSD sobre a falta de aeronaves para o combate aos fogos.

A Diretiva Operacional Nacional (DON), que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), prevê para o mês de junho a operação de 60 meios aéreos, incluindo um helicóptero da Força Aérea que será ativado em caso de necessidade para coordenação aérea, mas só 33 estão atualmente operacionais.

Os meios aéreos que ainda não estão aptos a voar para a época de fogos são os três helicópteros ligeiros do Estado e as 35 aeronaves adicionais alugadas este ano, que estão a aguardar pelo visto do Tribunal de Contas ou têm processos judiciais pendentes.

O ministro da Defesa avançou que estão atualmente em curso providências cautelas referentes a cinco lotes, estando um processo no tribunal de Loulé e os restantes em Lisboa.

Entretanto, o Governo fez ajuste diretos para a contratação de 16 meios aéreos.

“Estamos em condições de dar resposta este ano às nossas necessidades”, garantiu o ministro, sublinhando que Estado “tudo fará para colocar a tempo” os meios aéreos necessários ao serviço da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

O governante assegurou que o Estado “procederá ao ajuste direto” em caso de necessidade.

João Gomes Cravinho frisou também que o Estado português com o Código de Contrato Públicos tem “uma enorme dificuldade em colocar todos os meios que quer num determinado momento ao serviço”.

João Gomes Cravinho considerou que o Código de Contrato Público coloca o Estado “à mercê dos interesses de empresas”, que são quase sempre as mesmas e que ao longo dos anos “se digladiam e se entendem entre si para fazer gato sapato do Estado e gato sapato também dos interesses do país”.

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