Opinião – Um favor ao “ex”?

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A Câmara da Figueira adiou a construção do Anel das Artes, há muito um assunto controverso. Passo A citar a vereadora Ana Carvalho, em 29 de Abril de 2015: “O touril está muito próximo e, apesar de ser privado, pode vir a ter uma utilização mais pública. Se calhar, o Anel das Artes não faz sentido”.
Por outro lado, e este é um facto pouco focado, a construção do Anel das Artes, estrutura com formato redondo, que ocuparia uma área de cerca de dois mil metros quadrados, coloca questões ambientais pouco pacíficas entre a APA e a autarquia figueirense. Os materiais de construção que teriam de ser utilizados, além da volumetria do imóvel, não se enquadravam nos apertados requisitos deste organismo do Estado para locais na linha da costa.
Em fevereiro de 2017, ano em que em outubro se realizaram eleições autárquicas, foi prometido que o Anel da Artes começaria a ser construído em 2018. A conclusão seria nesse mesmo ano de 2018. Apesar dos 40 mil euros já embolsados pelo arquitecto Vieira de Melo, considero um mal menor, em comparação com os contras e o valor da empreitada, superior a 1,5 milhões de euros, que o Anel das Artes não passe do papel.
Carlos Monteiro, na Câmara há dez anos, portanto, também responsável na gestão deste assunto, tem a oportunidade, depois da saída de Ataíde, mentor da ideia, agora secretário de Estado do Ambiente, de emendar a mão e evitar mais um esbanjamento de dinheiros públicos. Desistir desta controversa obra é a única saída. Para todos, incluindo o actual presidente da câmara e o “ex”.

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