Opinião: Silêncio ensurdecedor

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Foram iniciadas em julho de 2008 as obras de prolongamento do Molhe Norte do Porto da Figueira da Foz, numa extensão de 400 metros, as quais incluíram a dragagem de estabelecimento de um canal de navegação com um comprimento de cerca de 1000 metros e um aumento de calado.

Com custos à época de mais de 15 milhões de euros, a empreitada tinha como principais objetivos uma maior fiabilidade e regularidade nos serviços portuários e a redução da necessidade de dragagens de emergência para restabelecer as condições normais de funcionamento da barra.

Dez anos depois da conclusão dessas obras, haja quem explique porque continuam as restrições ao calado das grandes embarcações, porque não está garantida a abertura da barra durante maiores períodos nem a segurança da navegação, nomeadamente das pequenas embarcações, em constante perigo de naufrágio, porque não se consegue abrandar os impactos negativos, com a acreção a norte e a erosão a sul, porque não têm tido qualquer resultado as intervenções na costa, porque persiste sem solução à vista o deficit sedimentar a sul…

Há dois anos, uma recomendação da Assembleia da República instou o Governo a apresentar um estudo que avalie a implementação do bypass defendido pelo SOS Cabedelo na entrada do porto da Figueira da Foz – quando é que finalmente vamos perceber se funciona, se é viável, se faz barulho?!…

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