Opinião – “Polibatimentos”

1. Se um hospital mantém primeiras consultas a uma distância de dois anos é uma mentira. De facto ele não tem é consultas abertas e está a construir um discurso baseado numa farsa. Chamar primeira consulta a uma coisa que se passará daqui a seiscentos dias é uma rotunda canalhice. Mais valia assumir que estão fechadas e não se fazem. Todos os outros discursos que tentam justificar esta mentira são coisas canalhas e permitem não resolvendo nada descansar almas penadas. Consulta há, estão atrasadas. Não! A verdade é que não tendo resposta, deve assumir-se e permitido tratamento aos doentes noutro local. Consultas de várias especialidades em Coimbra estão a centenas de dias de distância. Demitam esses directores de Serviço! Não vale a pena fazer coisas excepcionais se não resolvermos o primeiro degrau. Para que serve um director que não resolve um problema básico?
2. Um Hospital sem estacionamento para os seus doentes é um hospital canalha, uma armadilha onde o doente vai com dores e sai com multas. De facto, onde não há parque de automóveis não há negócio e por essa razão as sucessivas presidências das unidades hospitalares do IPO e HUC foram deixando agravar o problema. Interessante é marcarem-se lugares para funcionários e não para os utentes ou clientes. Notável é não se equacionar nenhuma solução ao longo de décadas. Bastava retirar as consultas externas para os Covões ou outro espaço a criar com estacionamento e sairiam milhares de automóveis daquela zona de Coimbra. Equacionam-se necessidades ridículas e desnecessárias, onde se criam poleiros e nefastas influências, mas sem listar e sem priorizar as necessidades.
3. Os pagamentos do Estado, através de hospitais que contratam serviços de redução de listas de espera a privados, se forem cumpridos a setecentos dias de distância não são sérios e não correspondem a contrato. O tempo do encontro de facturas devia mediar setenta dias, pelo que falamos de uma multiplicação por dez. Isto é um processo canalha. Há IPSS, há clínicas, há farmácias, há cuidados continuados em risco de insolvência e portanto há muita gente em risco de salários em atraso porque as instituições não cumprem com os seus compromissos. O lapso do pagamento é uma fórmula canalha. Não é só para o Sirespe – é democrático e transversal.
4. Outro fenómeno incompreensível é a falta de rigor na observação e na vigilância de resultados entre serviços das unidades hospitalares. Se um serviço trabalha pouco, porque não se substitui quem o manda? Se um serviço acrescenta dificuldades e nunca tem soluções porque não se dança a cadeira da direcção? Que forças ocultas perpetuam pessoas incapazes nas direcções de instituições e de serviços hospitalares? Porque ficam eternos os problemas que todos percebemos que têm fácil solução?
Porque há muita gente que tem medo de ofender um amigo, que por sua vez não tem pudor em o deixar em maus lençóis, não se esforçando para ajudar. E ganham bem? O que é triste é que nem isso!

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