Opinião – Cometamos erros… mas não os mesmos!

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Algumas pessoas ficaram incomodadas por eu ter escrito que urge a constituição de uma associação de professores, tome ou não, escrevo agora, a denominação de “Ordem”!
Sempre para mim foi evidente que o simples facto de uns rapazes “tomarem a dor dos donos” os “elevam” ao mais alto patamar que a idiotice comporta.
Muito pior do que um “pior gajo” são os seus sequazes e lambe botas. Quem serve um tipo mau será certamente pior do que ele.
Eu sempre me mantive livre de ter a minha própria opinião sobre os mais diversos temas, apesar de ser militante de um partido político. Nunca fui um servil, nem o servilismo é apanágio dos meus companheiros de jornada.
É evidente que, juntando-se, aglomerando-se, os medíocres serão sempre mais fortes. Mesmo na minha “agremiação”. É assim porque sempre foi assim! Não me peçam é para ser como eles.
Em abono e a bem da verdade, na minha agremiação também há gente para quem o maior desejo é ver-se livre dos que têm opiniões contrárias. Nunca perceberam que, se fosse assim, a agremiação já não existiria. O contraditório, como a concorrência, são a determinante para a evolução das pessoas e das sociedades.
Uma ditadura é sempre uma ditadura, porque retira a liberdade de pensar e de cada um se exprimir. Não venham com a história, gasta, de que há ditaduras boas, as do proletariado, e as más, as do capital reacionário. Ambas são abomináveis, assim como as democracias que protegem Berardos e outros que tais.
Só que em liberdade e num Estado de Direito teremos sempre a hipótese de mudar. Em ditadura, além de nada mudar, as “coisas” aprofundam-se e os problemas agudizam-se!
Há muito que os professores deveriam ter a coragem de instituir ou fundar a sua “Ordem”!
Significa que por tal os sindicatos deveriam deixar de existir? Claro e obviamente que não, nem tal seria desejável!
Juntar professores numa Ordem de Classe é diferente de juntar professores sindicalizáveis.
Admito que não seria fácil para os sindicatos conviverem, dado que uma “Ordem” teria funções diferenciadas dos sindicatos. No entanto, os professores iriam perceber quais as diferenças e como seria diferente o ensino em Portugal.
Eu sou um defensor acérrimo da escola pública, tal como venho escrevendo desde há longo tempo. O que eu não quero, nem admito, é que “alguns”, julgando-se donos da escola púbica contribuam para a sua destruição.
Os cidadãos olham para os políticos e restantes dirigentes com algum pavor e resignação. Pavor, porque ainda poderão fazer pior, e resignação, porque lhes parece que as soluções não abundam.
É que as soluções estão confinadas à Assembleia da República, onde em múltiplas matérias discutidas e discutiveis, não há luz, nem ao princípio nem ao fundo do túnel.
A Europa olha para nós com curiosidade. Espero que lhes consigamos dar, transmitir, o exemplo de um país com muitos séculos de existência e muitos disparates cometidos.
Cometamos erros… mas não os mesmos!

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