Opinião – Atrasos inaceitáveis

As obras no centro da cidade e em Buarcos parecem-nos intermináveis. A nós que vivemos aqui, que passamos todos os dias pelos mesmos buracos e não conseguimos atravessar a rua em segurança porque não há passadeiras nem sinalização adequada. Tanto o empreiteiro como a Câmara não mostram preocupação com a segurança dos peões. Zero em sinalização provisória ou medidas eficazes de prevenção. Se houver um acidente… logo se vê, esperamos que não aconteça!
Os prejuízos causados são muitos. Além do pó, barulho, manobras constantes de máquinas, asfalto irregular, árvores trucidadas e despidas de vida, etc. Há meses que todos “os caminhos” estão cheios de obstáculos. A Câmara desculpa-se, empurra para o “futuro”, “as obras estão quase a terminar”. Um “quase” demasiado longo, uma falta de respeito pelo cidadão que aqui reside e trabalha.
É ainda evidente a perda de clientes por parte do comércio local, desde que as obras começaram. O estacionamento de curta duração desapareceu. Não há defesa da mobilidade suave. As entradas para os espaços comerciais são impraticáveis, em especial para o supermercado local, um dos mais antigos da cidade. Isto fruto de um desenho urbano confuso, mal orientado para as necessidades de quem anda a pé. Os passeios que eram estreitos, ficaram… estreitos!
Tive esperança que estas obras revitalizassem o centro cívico de Buarcos. Acreditei. Agora com as obras “quase” concluídas parece-me que o peão, o comércio local, o turismo não vão beneficiar as obras em curso.

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