Opinião: 13

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“Hoje, a política do território é muito mais importante do que a política do concelho”, disse Carlos Monteiro. Então porque é que o presidente figueirense preferiu a vice-presidência da CIM? Num pequeno espaço totalitarista, bastam poucas pessoas, que pensam da mesma maneira e têm os mesmos interesses, para calar os que pensam doutra maneira e têm motivações e opções de vida diferentes.

Um espaço é ditatorial quando toda a sua arquitetura política, social e funcional, serve para facilitar a imposição do pensamento único. É assim que nascem e crescem caciques. Quem não fecha os olhos à realidade que o rodeia, sabe que na Figueira temos um modelo de pensamento único. Nunca fui um resistente. Considero-me um dissidente. Nunca consegui integrar-me no seio dos partidos políticos, cujo objetivo é alcançar e manter o poder.

Penso que a motivação da governação devia passar por promover a segurança, a justiça e o bem-estar que as pessoas anseiam, mesmo que inconscientemente. Na Figueira, o poder autárquico tem sido a base para a continuidade histórica do caciquismo. Como não sou um resistente, mas gosto do combate, procurei sempre um caminho diferente.

Desde muito novo, segui um caminho alternativo. Andei sempre por espaços marginais. Durante largos anos, colaborei nos extintos “Barca Nova” e “Linha do Oeste”, jornais não de resistência, mas de dissidência. Nos últimos 13 anos tem sido o blogue Outra Margem. Carlos Monteiro acertou ao preferir a vice-presidência da CIM…

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