Inov C financia investigação de Coimbra sobre apneia do sono

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Um projeto de investigadores de Coimbra que estão a desenvolver um sistema inovador de diagnóstico da apneia do sono foi contemplado com uma Bolsa de Prova de Conceito, atribuída pelo consórcio Inov C, foi hoje anunciado.

O consórcio Inov C2020 é um projeto cofinanciado pelo Centro 2020, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e liderado pela Universidade de Coimbra.

O projeto contemplado resulta de uma parceria entre o Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra e o Centro de Medicina do Sono do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Os investigadores procuram encontrar um biomarcador para a apneia do sono, ao mesmo tempo que é estudada a relação entre esta doença e o envelhecimento.

“O Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) constitui uma das perturbações do sono mais comuns, tendo como consequências uma sonolência diurna elevada, que diminui o bem-estar, e o aparecimento de doenças crónicas como diabetes, doenças cardiovasculares e demência”, refere Cláudia Cavadas, do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC), da Universidade de Coimbra.

A investigadora adianta que, segundo estimativas, “80-90% dos casos de SAOS não tenham sido ainda diagnosticados, e, como tal, não estejam a ser devidamente acompanhados e tratados”.

Atualmente, o diagnóstico da doença é feito com recurso a um estudo cardiorrespiratório domiciliário (utilizado em mais de 95% dos casos) ou através da polissonografia, um estudo mais completo realizado em contexto hospitalar.

No entanto, esclarece outra investigadora, Ana Rita Álvaro, “encontram-se muitos doentes de fronteira, em que nem o diagnóstico clínico nem a polissonografia dão uma resposta clara, pelo que o biomarcador será importante para confirmar e antecipar o diagnóstico”.

O projeto INOV C 2020 atribuiu no ano passado duas Bolsas de Prova de Conceito a inovadores projetos nacionais de investigação científica, num total aproximado de cem mil euros.

“As Bolsas de Prova de Conceito pretendem incentivar os promotores dos projetos de Investigação & Desenvolvimento a explorar o potencial comercial dos mesmos, valorizando os resultados científicos que possam ser alvo de licenciamento ou de constituição de uma spin-off de base tecnológica num prazo de um ou dois anos”, esclarece o consórcio.

Na seleção dos projetos, o INOV C 2020 garante que teve em consideração o grau de inovação tecnológica e o potencial comercial das propostas, com vista à validação de conceitos teóricos, através de testes e protótipos, que possam elevar as tecnologias para os níveis 4 e 5 na escala “Technology Readiness Levels”.

“É fundamental facilitar a transferência da tecnologia mais inovadora para o tecido empresarial, de forma a garantir a sua aplicabilidade e utilidade para a população”, resume o reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão.

Segundo dados do consórcio, o valor global atribuído às Bolsas de Prova de Conceito representa 06% do investimento associado ao INOV C 2020.

Entre outras iniciativas financiadas ou cofinanciadas pelo INOV C 2020 encontram-se as Bolsas de Ignição, atribuídas em julho de 2018 a quinze projetos de investigação científica com aplicabilidade comercial. As Bolsas de Ignição representam um investimento total de 150 mil euros, com um financiamento FEDER máximo de 8.500 euros por cada bolsa.

Do consórcio INOV C 2020, liderado pela Universidade de Coimbra, fazem parte dez parceiros nucleares: o Instituto Politécnico de Coimbra, o Instituto Politécnico de Leiria, o Instituto Politécnico de Tomar, o Instituto Pedro Nunes, o ITeCons, o SerQ, a ABAP, a Obitec e o TagusValley. O INOV C 2020 conta ainda com o apoio de mais de 600 parceiros complementares.

O INOV C 2020 é um projeto cofinanciado pelo Centro 2020, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), com um prazo de execução compreendido entre 18 de abril de 2017 e 17 de outubro de 2019. Os parceiros executam um investimento total de 1.627.614 euros, sendo o montante de 1.383.472 euros financiado pelo FEDER. Tem como objetivo principal “consolidar a Região Centro enquanto referência nacional na criação de produtos e serviços ligados à área de Investigação & Desenvolvimento”.

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