Carlos Bica é embaixador de Arganil no Rally de Portugal

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A Câmara Municipal de Arganil, no âmbito do regresso do Rally de Portugal à zona centro, após 18 anos de ausência, convidou Carlos Bica a ser o Embaixador de Arganil junto da comunidade local, visitantes, imprensa nacional e internacional, convidados, pilotos e equipas do ACP e da FIA que vão passar pela região.

Natural de Celavisa, concelho de Arganil, Carlos Bica considera “que o simples facto de ter disputado ou terminado o troco de Arganil é um momento inesquecível na carreira de qualquer piloto ou navegador, nacional ou estrangeiro, profissional ou amador”. É por isso Embaixador de Arganil nesta edição do Rally de Portugal.

O Carlos é a personificação do que o rally representa em Arganil. As vidas e as histórias das pessoas fundem-se com a passagem do rally. O troço está diferente, muita coisa mudou e por isso precisávamos de alguém a promover Arganil ao nosso lado que conheça a exigência técnica, os desafios e as vitórias que o nosso troço já presenciou”, explica Luis Paulo Costa, Presidente da Câmara de Arganil.

Carlos Bica foi o primeiro português a sagrar-se quatro vezes consecutivas campeão nacional e é natural de Arganil. Ganhou paixão pelo rally nos anos 60, quando ia conduzir sozinho no carro do pai para a Serra do Açor e sonhava participar na competição.

Arganil é a primeira e grande capital dos ralis em Portugal. Lembro-me de ler que os pilotos que participaram no grande rally maratona Londres-México de 1970, que uniu os continentes europeu e americano, e que passou por Arganil, quando chegaram à cidade do México, em pleno Mundial de futebol, mencionavam sempre a passagem por Arganil como a prova mais dura desses milhares de quilómetros”, conta Carlos Bica, ex-piloto de ralis e Embaixador de Arganil no Rally de Portugal. “Depois disso, muitos ralis nacionais e mundiais se ganharam e perderam no troco de Arganil que, na minha opinião, está para os ralis como a pista de Nurburgring – o circuito permanente mais longo do Mundo também conhecido como o inferno verde – está para os circuitos de velocidade”, acrescenta.

O troço de Arganil chegou a ter 60km, o que, durante anos, fez dele a classificativa mais extensa dos ralis mundiais. A dureza deste troço distingue-se pelos tipos de terreno, subidas, descidas, zonas rápidas, com uma intensidade permanente. Foi em 1981 que Carlos Bica correu pela primeira vez no troço de Arganil, no Ford Escort RS1800, no Rally Figueira da Foz.

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