Opinião: Académica viva

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Nesta hora em que se abre um novo ciclo eleitoral na AAC-OAF, tenho a honra de poder cumprir com o dever de agradecer a todos os que nestes últimos três anos ajudaram a salvar a Briosa. No final de Maio de 2016 fui o único candidato à liderança da Briosa, acompanhado por muitos que voluntariamente ofereceram parte de si para não deixar morrer a Académica, uma causa que é toda ela uma filosofia de vida, uma chama que se acendeu no meio da escuridão. É hoje sabido que as dificuldades então encontradas foram mais que muitas e o esforço para as superar foi substancial. Contudo, o imperativo categórico trilhado permitiu reanimar a Briosa e, logo na época seguinte, voltar a sonhar.
Agradeço por isso a todos os elementos dos órgãos sociais que comigo tomaram posse, todos eles pessoas cuja identidade não se define sem a palavra Académica. Desde o mandatário Ricardo Castanheira, a toda uma Direcção hoje liderada pelo Pedro Dias Roxo, ao João Vasco Ribeiro e sua Mesa, tal como o Alcídio Mateus Ferreira e respectivo Conselho Fiscal. Todos estão de parabéns por ter conseguido preservar a dimensão institucional ímpar da velha senhora que merece cuidados redobrados de quem dela cuida, sendo fundamental assegurar a sua continuidade, de preferência em melhor estado do que quando foi recebida e devolvida aos sócios com garantia de sucessão. Hoje sabemos que foram apresentadas mais do que uma lista ao próximo acto eleitoral de 1 de Junho, recheadas de académicos ímpares que são a prova evidente de uma Académica que está viva. Espero que quem vença tenha a tarefa facilitada. Missão cumprida.
De entre todos, saliento um nome que agora não se candidata, um nome que representa um modo de vida baseado na alegria do esforço e no valor do exemplo dado. Um jogador de futebol que tem a perfeita noção de que o desporto sem cultura e educação de nada vale. Um profissional que levava para dentro de campo o respeito pelos princípios éticos universais. Um jogo da Académica só é uma causa enquanto significar mais, muito mais, do que marcar golos. Mário Campos entende e defende como poucos a nossa causa. Ele, juntamente com o Conselho Académico que liderou, representa a Académica viva.
Por fim, desejo que a campanha e o acto eleitoral sejam motivadores e esclarecedores sobre o futuro da Académica, pois só assim se respeitará os sócios e adeptos espalhados pelo mundo que anseiam a cada Domingo rever-se no preto das nossas camisolas.

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