“A atratividade é a chave para uma universidade mais forte e rejuvenescida”

FOTO DB/PEDRO RAMOS

Onde gostaria de ver a Universidade de Coimbra daqui a 10 anos?
Entendo que a UC tem o seu lugar próprio no seio das universidades portuguesas porque tem características que são únicas da universidade em Portugal. Se a pergunta vai no sentido de perceber qual será o posicionamento da UC em termos de rankings, acredito que deveríamos estar onde temos estado, que é no ano terceiro lugar, por questões de dimensão. Manifestamente, Lisboa tem o dobro de nós, praticamente, e a dimensão conta nestas coisas. O Porto tem uma área metropolitana muito rica, quer em densidade populacional, quer em tecido empresarial. Portanto, creio que Coimbra está bem no terceiro lugar consolidado, sendo certo que, em algumas áreas, pode e deve estar primeiro lugar. Mas no global, em 10 anos, muito dificilmente a Universidade de Coimbra conseguirá melhor do que isso. Somos, seguramente, uma das grandes universidades que tem mais estudantes deslocados e esse esforço de atratividade exige muito da universidade, obriga-nos a estar atentos e a trabalhar muito para conseguir que a UC aumente os patamares de qualidade e de atratividade. Agora, se me perguntar se irei fazer tudo o que estiver ao meu alcance para subirmos neste patamar? Irei, seguramente. E acredito que conseguiremos.

De que forma pode a UC aumentar a atratividade?
A atratividade consegue-se porque os estudantes quando saem daqui têm emprego, porque gostaram dos professores, da universidade, da cidade, das condições que foram proporcionadas. A atratividade consegue-se quando temos empresas que se relacionam connosco e que continuam a querer relacionar-se connosco; consegue-se quando temos investigadores de qualidade que são reconhecidos internacionalmente; quando temos uma ação social eficaz e com capacidade de apoiar os mais desfavorecidos; quando lutamos para termos a igualdade na UC a todos os níveis – no género, na raça, na religião… Portanto, é a soma disto tudo que aumenta a atratividade. E a atratividade é a chave da questão para conseguirmos ter uma UC mais forte e sempre rejuvenescida. O rejuvenescimento também é um problema sério: recentemente, tivemos bastantes concursos para a entrada de docentes, mas agora temos que ter um papel ativo também na parte do corpo técnico porque estamos a precisar urgentemente de gente nova, de gente capaz de lidar com novas tecnologias, que aumente a eficiência da própria UC. Portanto, há muita coisa para fazer, seguramente.

Entrevista completa na edição impressa de hoje

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