10.ª marcha pelos direitos LGBTQI+ de Coimbra acontece na sexta-feira

A 10.ª Marcha Contra a Homofobia e Transfobia de Coimbra e pelos direitos LGBTQI+, acontece no dia 17 de maio, com concentração às 17 horas nos jardins do mosteiro de Santa Clara-a-Velha. A marcha seguirá pelas ruas da Baixa até a Praça 8 de maio com o lema: “Queers de mãos dadas, nas lutas partilhadas”. O lema deste ano foi escolhido devido à importância do debate acerca da interseccionalidade das lutas.

A data escolhida pela Plataforma Anti Transfobia e Homofobia de Coimbra (PATH), organizadora do evento, assim como em edições anteriores, corresponde ao Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia. A data é considerada importante pela comunidade, uma vez que a Organização Mundial da Saúde (OMS) excluiu a homossexualidade de sua classificação de doenças em 17 de maio de 1990.

Além da marcha, a PATH organiza um calendário de eventos pré e pós marcha divulgados em sua página no Facebook. Criada em janeiro de 2011 para promover atividades de sensibilização na luta contra a discriminação baseada na orientação sexual e na identidade de género, a plataforma é atualmente composta pelo Coletivo BH, Grupo Amnistia Internacional de Coimbra (GAIC), Grupo de Estudantes da Amnistia Internacional da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, não te prives: Grupo de Defesa dos Direitos sexuais (NTP), Rede Ex Aequo Coimbra, União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR Coimbra) e Vozes no Mundo. Além de pessoas que militam individualmente pela causa.

Segundo a organização, um dos objetivos da marcha é chamar a atenção para a necessidade de promover um movimento de resistência contra o crescimento das pautas conservadoras e do discurso de ódio e evidenciar que a luta LGBTQI+ não está isolada: “o combate à homofobia, ao sexismo, ao racismo e tantas outras formas de discriminação merece ser priorizado na marcha e acreditamos que as diferentes lutas devem dar as mãos e fazer-se ouvir”.

Já no que diz respeito a Coimbra, conforme a descrição do evento, a realidade das pessoas LGBT/Queer continua a ser invisibilizada: “os relatos de hostilidade vão desde a praxe académica, até os olhares reprovadores e ataques verbais nas ruas, parques e em restaurantes e bares da cidade. Casais do mesmo sexo, assim como pessoas trans e não binárias continuam a ser alvos de agressões e a cidade permanece, até a data de hoje, sem um espaço de lazer assumidamente LGBTQI+”. A PATH convida a comunidade para marchar, especialmente, por uma Coimbra mais justa e diversa.

One Comment

  1. Que a Organização Mundial da Saúde (OMS) tenha excluído a homossexualidade da sua classificação de doenças em 17 de maio de 1990, era a consequência muito bem acolhida e esperada por aqueles que há muito, têm outro entendimento das diversas orientações sexuais e da identidade de género.
    Os tais de apelidados de… Hmmm… Bárbaros cultos… Mas tal, lá não será o entendimento dos senhores bondosos, mas muito pouco cultos, que ocupam cátedras na academia coimbrã, e outras posições noutros endroits a ela relacionados, onde expulsam investigadores dos fóruns de discussão científica por estes defenderem a inclusão de TODAS as orientações e géneros dos estudos que versam disfunções da sexualidade (ergo, na saúde e na doença), a saber, disfunções de erectilidade (e equivalentes). Isto, porque na cabecinha dos senhores com assento cómodo dos fundilhos, nos cadeirais da academia coimbrã, esses senhores muito bondosos mas pouco cultos, apenas a heterossexualidade é acometida de tais vicissitudes. 🙂
    Ora aí está o resultado da acção dos pânditas (mal-grado a antinomia) produzidos pela ala conservadora da ICAR… 🙂

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.