“Em dois, três anos esperamos avançar com doutoramentos”, diz presidente da ESAC

Foto DB-Pedro Ramos

Qual o balanço que faz destes 132 anos de história da escola?
Eu não estou cá há 132 anos, é preciso dizer [risos]. A nossa escola teve a sua evolução. Começou como Escola Nacional de Agricultura e depois teve uma série de diferentes designações até à Escola Superior Agrária de Coimbra, que conhecemos hoje. Sempre teve esta natureza agrária.
Continuamos com a vocação agrícola, passámos do ensino médio para o superior, fomos integrados no Politécnico de Coimbra… Enfim, a escola tem feito o seu percurso. Nos últimos anos, temos diversificado a oferta formativa, com o alargamento para a área alimentar, ambiente, ecoturismo, etc. Sempre ligados à raiz da escola: agricultura e biodiversidade.

Sente que a escola é, hoje, um agente importante na cidade e na região?
Diria que sim, mas essa pergunta deve ser respondida pelos agentes, os atores, da região. Temos parcerias com muitas entidades, dentro e fora do concelho de Coimbra, que vão desde associações empresariais e de agricultores a empresas dos mais variados setores de atividade. Tentamos ser parceiros relevantes em tudo o que está ligado à área agrícola. A nossa rede de parcerias tem estado sempre a aumentar. Aliás, quase todas as semanas, todos os meses, seguramente, temos novidades nesse âmbito. Para além disso, temos uma área de investigação bastante forte, com vários projetos realizados em articulação com as empresas.

A investigação tem sido uma aposta estratégica ao longo da sua presidência?
Não posso dizer que é uma aposta minha porque a investigação é feita é pelos professores. Mas sim, a investigação tem vindo a aumentar. Os docentes e investigadores da escola têm sabido aproveitar as linhas de financiamento disponíveis. Temos, também, o centro de investigação CERNAS – Centro de Estudos de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade, sediado na ESAC, que nos tem permitido alcançar os meios de financiamento. Para além disso, os investigadores estão a beneficiar da rede de parceiros e envolvem-se em projetos de outras instituições.

 

Entrevista completa na edição impressa de 24 de abril de 2019

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