Câmara da Lousã associa perda de Bandeira Azul a enxurradas no rio Ceira

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A Câmara da Lousã admitiu hoje que a perda da Bandeira Azul da praia fluvial da Senhora da Graça, em Serpins, esteja relacionada com as enxurradas que afetaram o rio Ceira na sequência dos incêndios de 2017.

“Houve apenas uma análise em que os parâmetros não foram excelentes”, disse o presidente da autarquia do distrito de Coimbra, Luís Antunes, à agência Lusa.

A Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE) divulgou hoje a lista das praias costeiras e fluviais distinguidas este ano com o galardão, incluindo 16 em rios e ribeiras da região Centro, mais uma do que em 2018, mas anunciou que a Senhora da Graça foi desta vez despromovida.

O socialista Luís Antunes lamentou a decisão, que disse respeitar por estar “de acordo com os critérios” da ABAE.

Em 2018, o Ceira, afluente do Mondego, foi atingido em “vários momentos” por enxurradas resultantes da erosão em municípios a montante da freguesia de Serpins, tendo implicado mesmo o encerramento temporário da praia da Senhora da Graça, servida pelo Parque de Campismo Municipal.

O presidente da Câmara da Lousã, no distrito de Coimbra, admite que a perda da Bandeira Azul possa estar “relacionada com o que se passou no ano passado”, depois de os fogos terem devastado extensas áreas de floresta do interior montanhoso e arrastado cinza, terra e outros detritos.

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