Abate de árvores polémico nas margens do rio Ceira na Lousã

 

A Junta de Freguesia de Foz de Arouce e Casal de Ermio, na Lousã, justificou hoje, quinta-feira, o corte de árvores junto ao rio Ceira com a necessidade de travar a propagação de um fungo que as estava a afetar.

O presidente da Junta, Henrique Lourenço, disse que se tratou de uma “poda bastante seletiva”, de acordo com uma proposta do executivo, aprovada em dezembro pela Assembleia de Freguesia e que foi antecedida de um parecer do Gabinete Técnico Florestal (GTF) da Câmara da Lousã.

O objetivo foi “minimizar o impacto que o abate imediato poderia causar”, na praia fluvial da Bogueira, refere a nota da autarquia.

Hoje, num documento enviado a diferentes entidades públicas – incluindo o parlamento, o Governo, a Câmara da Lousã e associações ambientalistas – um grupo de cidadãos contestou o abate, referindo que, “provocou danos no ecossistema ripícola, fauna e flora.

O documento, cuja primeira signatária é a residente Maria do Carmo Lopes, professora da Escola Superior Agrária de Coimbra, critica o “corte de amieiros, freixos e salgueiros (…) e uma poda severa em plátanos, numa vasta área”.

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