Opinião – Pensar agir

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Escrevo antes de um fim de semana anunciado em Portugal como anormalmente quente para a época, prevendo-se para os próximos dias valores da temperatura máxima de 26°C nas regiões do interior Norte e Centro, de acordo com o IPMA.
Escrevo no terceiro e último dia de luto nacional em Moçambique, quando, de acordo com o balanço mais recente, 294 pessoas morreram na sequência da passagem do ciclone Idai e das cheias que se lhe seguiram.
Escrevo seis meses depois da tempestade Leslie ter afetado centenas de casas e outras construções particulares, ter destruído parcialmente as instalações de mais de cem coletividades, ter danificado vários edifícios municipais, provocando danos totais estimados em mais de 40 milhões de euros, só no concelho da Figueira.
E embora nesta altura as nossas preocupações devam estar centradas na ajuda aos sobreviventes, na mitigação da sua dor e do sofrimento físico e psicológico e na prevenção das consequências imediatas de uma catástrofe “natural” como a que assolou Moçambique (fome, doenças, violência em várias formas…), é cada vez mais evidente que, apesar dos anúncios (nenhuma destas situações chegou de surpresa…), os meios mobilizados para remediar (sejamos honestos, com muito pouca eficácia), são incomparavelmente maiores do que os utilizados para prevenir.
O slogan é “Sustentabilidade: Pensar global, agir local”. Na Figueira, em Portugal, no Mundo, geralmente é “Penso que globalmente alguém há de agir por mim”.

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