Opinião – Outra vez pessoas

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No preciso momento em que estas letras enfrentam o seu caminho, em busca do mais óbvio propósito, qual Mondego ao encontro do seu Atlântico, mais firme se torna a convicção que uma outra crónica terminada há momentos por este indeterminado ser humano jamais verá a cor das rotativas, por mostrarem valores em nada condizentes com o nível mínimo de qualidade que esse mesmo inconsequente indivíduo colocou sobre os seus próprios ombros.
E se esta frase acabada de brotar se prepara para se perfilar como um dos mais virtuosos e elaborados tratados sobre como escrever tanto acrescentando absolutamente nada, que entenda o leitor que tal se deve acima de tudo a um incómodo e persistente défice de assunto que atingiu em cheio este fulano, e que se mostra aqui com toda a sua esplendorosa força e inesperada vontade, perante um público ávido de rica e esclarecida opinião.
Do velhinho baú de desculpas desengonçadas, descortina-se aquela que, entre muitas, mais sobressai nestes momentos de maior aperto: foi devido a afazeres de vária ordem. No entanto, sossegue-se o leitor. Por entre pingos de tanta chuva regada e molhada, espaço houve para este esbanjador de letras encontrar um par de manifestações de qualidade indiscutível passadas na sua terra, que demonstram assertividade, sensibilidade e uma agradável inclinação para o bom uso da cidadania. A Semana Arte Mulher e a acção de sensibilização ambiental que reuniu mais de duas centenas de pessoas na limpeza da praia do Cabedelo. Aplauso, vénia e o que mais houver.

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