Opinião: Leslie e Idai

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A nossa vulnerabilidade a fenómenos naturais deixa-me sempre a pensar como afinal não estamos preparados para tudo. A civilização, o avanço da ciência e da tecnologia têm vindo a criar a ilusão de que o Homem tudo controla e pode à razão de um “clic” mudar o curso da história e do planeta. Não é bem assim.

Subestimamos alguns acontecimentos da ordem natural que conseguimos prever mas não controlar. Acontecimentos naturais, adversos, cujos os efeitos são sempre devastadores. Podemos até tentar perceber a razão da sua ocorrência, as alterações climáticas das “mossas” feitas pelo homem ao planeta, a elevação do nível do mar, etc, mas, mais importante é simples observação da vulnerabilidade das populações quando expostas a estes fenómenos.

O Leslie passou na Figueira e soprou a 176,4 Km, foi brutal a destruição, mas, no dia a seguir, faziam-se as contas, pediam-se linhas especiais de apoio apara os prejuízos, estávamos todos genericamente bem… O Idai atravessou Moçambique a 185 Km hora, a imensa devastação é incomensurável, ninguém está bem…

Meteorologicamente falando, os ciclones não escolhem os alvos pelo índice de desenvolvimento humano (IDH) mas quando atingem esses países, a sua implacabilidade é trágica, quem quase nada tinha tudo perdeu, dependem da ajuda humanitária para sobreviver e reconstruir o País. É que um sismo em Londres ou um sismo no Haiti, um furacão em Berlim ou um furacão em Moçambique, não serão nunca iguais!

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