Opinião: Justiça?

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Clemente Imaginário e Manuel Pata morreram numa manhã de março de 2007, ao atravessarem o canal aberto na zona da antiga Ponte dos Arcos, quando se dirigiam para a faina da pesca. Antes, os pescadores da pesca artesanal da Cova e Gala já andavam preocupados com as obras que então estavam em curso na zona. Segundo eles, o canal de navegação tinha ficado demasiado estreito e deveria ter sido encerrado à navegação. O que aconteceu, aliás, logo a seguir ao acidente.

Isso talvez pudesse ter evitado a morte dos dois pescadores. Depois da “casa roubada, colocaram trancas à porta”. O canal foi interdito. Antes do acidente, numa das reuniões, foram ouvidas as preocupações dos pescadores sobre as dificuldades em navegar pelo canal. Louro Alves, Capitão do Porto na altura dos acontecimentos, afirmou na sessão de julgamento em que foi ouvido que ninguém (Estradas de Portugal, IPTM, câmara, construtora…) levantou a “questão de interdição do tráfego no canal”.

Porém, já era equacionada, antes do acidente, a passagem das embarcações do Portinho da Gala para o porto de Pesca, uma das soluções que Louro Alves defendeu e que poderia ter evitado o acidente. A outra teria sido a interdição total do canal de navegação. Antes do acidente, nenhuma das duas hipóteses aconteceram. Algo falhou. Os dois pescadores morreram a 19 de março de 2007, já lá vão quase 12 anos… O caso continua em tribunal. Por resolver.

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