Opinião: A fronteira da indiferença

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A escassos meses das eleições europeias há uma indiferença estranha sobre este tema. Parece tratar-se de um assunto longínquo e que não nos diz respeito, do género “eles vão lá para a europa” ou “isto não é nada connosco”, como se fosse indiferente à nossa qualidade de vida quotidiana, como se as estradas por onde circulamos, a escola dos nossos filhos, ou o hospital de que nos servimos aqui na Figueira da Foz (no País também, claro!) não tivessem sido construídos com uma grande fatia de fundos europeus.

O que a Europa faz por nós todos e nas nossas regiões obriga-nos a ter opinião nas políticas que influenciam directamente a nossa vida diária, obriga-nos a repensar estas eleições de forma diferente, mais ainda no momento em que decorre um complexíssimo processo de saída da UE do Reino Unido com desfecho incerto e efeitos directos e colaterais incertos. Só um exemplo: a saída do RU reduz a dimensão da Assembleia, embora nenhum Estado-membro perca lugares, como o número total de eurodeputados desce, os países vêm a sua representação aumentar percentualmente. Os nossos 21 deputados, que representavam 2,7% do total de eurodeputados passam agora a representar 2,9%.

A relativização da sua importância (já a 26 de Maio), em que só se falou ainda da composição das listas partidárias, dos nomes, esquecendo as políticas que vamos sufragar para os próximos 5 anos mantêm-nos numa fronteira de indiferença perigosa e preocupante. Afinal somos todos Europa!

 

 

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