Opinião – A Europa aqui tão perto

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A ser verdade um estudo recente da DECO, em que se anuncia que 7 em cada 10 famílias vive com dificuldades financeiras, significa, tão só, que o caminho que trilhamos está errado.
Nada tem a ver com este ou o anterior governo, mas sim com sucessivos. Sob o controlo apertado da Troika Portugal vivia num sufoco. Depois da Troika, e apesar da recuperação de rendimentos de muitos portugueses, o aperto mantêm-se.
Mas também este estudo pode não ser assim tão verdadeiro se, e também a ser verdade, os bancos cada vez mais emprestam mais dinheiro. Se é para pagar, isso já é outra conversa!
São preocupantes e prementes as reflexões e chamadas de atenção do Senhor Presidente da República. A fazer fé nas suas palavras, a economia não está a crescer o esperado – expectável é a sua definição por não ser uma ciência exacta – o que poderá determinar uma crise aguda num futuro próximo.
A maluqueira dos ingleses – porque nem todos os britânicos são ingleses – é algo de preocupante para a Europa e para os próprios.
Somos um continente velho que passou por muitas privações e provações por culpa própria.
Deste canto da Europa olhamo-la, ora com admiração ora com raiva, dados os desencontros por efeito de umbigos grandes.
O País vive numa inquietação permanente só disfarçada pelos golos do Ronaldo e pelas tricas do futebol caseiro.
Parece que nada nos afecta, a não ser – e há sempre um “a não ser” – que de repente, como por artes mágicas os sonhos desaibam.
Não sendo um homem de muita fé, sou um homem de muita esperança.
Esperança que, de uma vez por todas, alguém meta na cabeça das “confrarias reivindicativas”, que o monopólio se joga com notas falsas. Semelhantes àquelas que eram fabricadas perto do antigo Governo Civil. Nem mais…nem menos!
Seria do caraças que qualquer rotativa cuspisse notas de todas as cores. De preferência de baixo valor para não assustar.
Mas não. Há regras. E a primeira das quais deveria ser “pegar nos sacos de plástico” e começar a pagar a quem devemos. Baixar a dívida pública ao invés de a manter ou até aumentar.
Há então que reverter e fazer outro caminho se estiver em causa o interesse e a ambição de cada um. Interesse, porque cada um deverá saber o caminho que trilha, ambição, porque cada um deverá saber qual será a sua meta sem atropelos.
Falar e discutir Europa, deverá ser sobretudo um acto cívico de reflexão conjunta.
Falar e discutir Europa, deverá ser sobretudo um momento importante de perceber o que conseguiremos conquistar para Portugal.
Falar e discutir Europa, deverá ser sobretudo perceber como se deverão aprofundar as relações entre os cidadãos dos vários países que a compõem.
Falar e discutir Europa, deverá ser sobretudo perceber o que são ou serão as próximas regiões administrativas, e conversar sobre o modelo de desenvolvimento de cada uma.
Falar e discutir Europa, deverá ser uma acto de comunicar e não o acto de resingar.
Todos desejamos saber como nos uniremos cada vez mais, portugueses e demais europeus, no pressuposto que a Europa é um espaço fantástico para viver. Assim ninguém o estrague!
Por tudo isto, é preciso que todos saibamos, sobretudo, quais serão os fundos, a que destinarão, e onde serão aplicados.
Para Coimbra, distrito e região, ainda tenho esperança de saber mais qualquer coisa.

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