“O RFM Somnii – O maior Sunset de Sempre é raro a nível mundial”

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Marco Azevedo

A que se deve a introdução de novidades no “Sunset”, com concertos de hip-hop no recinto e espetáculos de rua e outros eventos em espaços comerciais e públicos da cidade?
Queremos transformar o RFM Somnii – O maior Sunset de Sempre no maior festival de sempre em Portugal. Para esse efeito, precisamos que seja mais completo e mais transversal. O RFM Somnii é raro, a nível mundial, porque ocorre durante o dia numa praia. Consequentemente, sendo esta a sua caraterística distintiva, qualquer acrescento programático não lhe reduz a relevância nem a singularidade.

Com aquelas alterações, a organização pretende, também, atrair para a cidade públicos de escalões etários mais altos?
O festival continua a atrair público de todas as idades, o que vai acontecer é que dentro desse mesmo público atrairá pessoas que têm gostos diferentes. Portanto, não estamos a falar em reduzir o espectro de atratividade do festival, mas aumentá-lo.

Se a empresa que dirige não assumisse a produção, o evento corria o risco de deixar de realizar-se?
Sim. Nós somos os produtores do evento desde a sua conceção. De resto, o festival foi organizado porque a RFM acolheu positivamente a nossa proposta. Quer dizer que o festival é uma conceção nossa. Este ano, ocorre uma inversão de papéis, no que respeito ao Grupo Renascença e a nossa empresa, com o objetivo de salvaguardar a realização do festival e para garantir o seu crescimento.

Podia ter acabado este ano?
O festival é uma organização de empresas privadas, que podem, a qualquer momento, decidir em não o realizar. Daí que a ponderação é feita numa perspetiva anual.

Até quando está garantido o festival na Figueira da Foz?
Existe um protocolo que apenas assegura que o festival não se realizará noutro local. No entanto, esse protocolo não obriga a nossa empresa a realizá- -lo. Essa pergunta aplica-se também no caso do parceiro que continuamos a ter. Com esse parceiro ou sem ele, podemos decidir a qualquer momento não o fazer. Temos uma relação excelente com várias entidades da Figueira da Foz, entre as quais a câmara. Mas a principal razão que nos leva a fazer o festival na Figueira da Foz é o acolhimento que a população nos faz. Por esse motivo, bem como com os restantes, pretendemos realizar o festival na cidade nos anos vindouros, sem perspetivarmos uma mudança.

A Câmara da Figueira da Foz e o Turismo Centro de Portugal continuam a ser os principais parceiros institucionais?
Sim, continuam.

O Turismo Centro de Portugal tem vindo a reduzir os apoios…
Não precisamos do apoio do Turismo Centro de Portugal. O apoio do município é determinante para a realização do evento. O apoio do Turismo Centro de Portugal apenas tem impacto na nossa estratégia turística. Temos apoio do apoio do Turismo de Portugal e do Turismo Centro de Portugal. O que apoia mais é o Turismo Centro de Portugal, embora o Turismo de Portugal tenha incluído o “Sunset” entre os 10 eventos mais importantes do país. É um dos 10 eventos que promove no estrangeiro.

O “Sunset” tem muitos estrangeiros?
Julgamos que temos aproximadamente 12 mil pessoas por dia provenientes de outros países. Não conseguimos aferir esse número com exatidão, porque a origem desses espetadores não é sempre contabilizada.
Por que é que a produção do festival deixou de ter o Casino Figueira como principal parceiro local?
O Casino Figueira, segundo sabemos, foi submetido a algumas pressões económicas, há alguns anos, e, não obstante a sua incapacidade de continuar a apoiar-nos economicamente, nós, procurando manifestar a nossa gratidão, mostrámo-nos disponíveis para continuarmos a colaborar com o Casino Figueira de uma forma que fosse proveitosa e construtiva para ambas as partes. Nessa altura [há seis anos], a câmara mostrou-se disponível para colmatar o apoio que o Casino Figueira já não podia continua a dar.

Nota que tem havido especulação de preços na cidade durante o festival, na hotelaria, restauração e similares e no comércio?
Nós estimamos que o impacto económico do festival na Figueira da Foz é superior a seis milhões de euros. Temos o objetivo de continuar a contribuir para que a economia da cidade floresça. Por isso, ficamos satisfeitos com o aumento da procura nos serviços que são prestados na cidade e com consequente aumento dos preços. O grande desafio da Figueira da Foz deverá ser a procura da correspondência entre o aumento do preço e a qualidade dos serviços prestados.

A produção do “Sunset” vai realizar um inquérito junto dos festivaleiros. Que dados pretende apurar?
Em 2019, vamos investir muito na obtenção e tratamento de dados, com recurso a métodos informáticos à distância e através da realização de um inquérito. Com a obtenção desta informação poderemos orientar as nossas estratégias da gestão da programação do evento, bem como as campanhas de promoção do festival, para procurarmos atrair novos e diferentes públicos e satisfazer da melhor forma o público habitual. Diria, empiricamente, entre 80 e 90 por cento das pessoas são clientes habituais. Este ano, todavia, como estamos à espera de um aumento significativo de público, haverá muitas pessoas que virão pela primeira vez.

Entrevista completa na edição impressa de hoje

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