Utilização de Azeite na Medicina atraiu visitantes à Bobadela

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Após a inauguração, há cerca de dois meses e meio, o Museu do Azeite, em Bobadela, Oliveira do Hospital, iniciou agora a sua programação cultural. Assim teve lugar, na passada sexta-feira, a I Tertúlia, sob a designação “Caminhando por lagares, oliveira e ceia incluída”. O protagonista foi o conhecido médico e etnólogo local Francisco Antunes.
Foi na qualidade de descendente de uma família proprietária de vários lagares de azeite que o clínico nonagenário, atualmente aposentado, confessou que tem “azeite a correr-lhe nas veias”.

Com a certeza de que – tal como o proprietário deste museu – teve na sua vida uma “lâmpada mágica de Aladino, que lhe permitiu realizar desejos, sonhos e caprichos”, Francisco Antunes, antigo médico nos concelhos e Oliveira do Hospital e Seia (onde fazia frequentes deslocações ao domicílio dos pacientes, muitas vezes por estradas inexistentes), evocou a herança moura, celta e judia daquelas terras. Também a utilização do azeite na Medicina foi descrita pelo convidado, que vai criar uma secção própria no museu sobre “O Azeite na Medicina”, constituída por alguns artefactos da coleção pessoal do médico, temporariamente cedidos para exposição pública.
O edifício que alberga a unidade museológica tem a forma (visto do ar) de um ramo de oliveira, com folhas e azeitonas. “Tinha de ser um museu moderno, um espaço que não fosse um mero lagar”, sublinha António Dias, o produtor de azeite que – após décadas a colecionar peças relacionadas com o óleo extraído da azeitona – decidiu criar um espaço temático, mesmo ao lado de um dos seus lagares.

 

Toda a informação na edição impressa de hoje, 13 de fevereiro, do DIÁRIO AS BEIRAS

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