Universidade e Politécnico de Coimbra criam polo de investigação em ecologia florestal

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Foto Arquivo DB-Luís Carregã

O Centro de Ecologia Funcional (CFE) da Universidade de Coimbra (UC) e o Instituto de Investigação Aplicada (i2A) do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) criaram hoje um polo que tem como objetivo desenvolver uma nova agenda para a floresta.

“Este polo configura uma extensão do CFE nesta dimensão da ecologia florestal nesta escola, que tem tido uma estratégia muito clara de promoção de uma nova floresta, que valoriza a sua dimensão produtiva, mas também a sua função conservacionista”, disse a coordenadora do CFE, Helena Freitas (na foto).

Segundo a especialista em ecologia, o IPC tem uma escola [agrária] que “valoriza a introdução de espécies nativas, num contexto de paisagens com valor ecológico, e que valoriza uma maior harmonia entre a floresta e as comunidades que residem nos territórios”.

“Estou convicta de que este polo, muito orientado para a ecologia florestal, vem gerar mais conhecimento e trabalhar mais no sentido de passarmos a ter na região Centro um centro de investigação científica”, disse.

Para Helena Freitas, há aqui um “enorme potencial para se fazer uma nova escola que valorize uma nova agenda para a floresta portuguesa”.

A coordenadora do CFE considera que “vai demorar muito tempo, é uma agenda para várias décadas, mas com este intuito muito claro de trazer novamente para a floresta o reforço da valorização das espécies autóctones, nativas do território e, progressivamente, valorizar essa floresta conservacionista”.

A assinatura do protocolo de colaboração entre o CFE e o IPC foi assinado na manhã de hoje, com o objetivo de o novo polo “fomentar a atividade científica e a transferência de conhecimento para a sociedade, através da otimização e partilha de meios e recursos humanos e materiais em projetos de investigação, publicações científicas e formação avançada”.

O polo vai funcionar no i2A com a missão de promover “a investigação de excelência na área da ecologia florestal, incluindo todos os aspetos relacionados com a caracterização e funcionamento dos ecossistemas dominados por plantas lenhosas, autóctones ou exóticas, e com fatores bióticos e abióticos que interagem com este ecossistemas”.

Nesta fase inicial vai funcionar com oito investigadores, de acordo com o protocolo assinado, que é válido por dois anos, renovado automaticamente por períodos de tempo iguais.

O CFE é uma unidade com 110 investigadores integrados e cerca de 300 no conjunto que, segundo Helena Freitas, “é já uma unidade de investigação e desenvolvimento de grande dimensão”, sendo a maior da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC.

O i2A é uma unidade orgânica do IPC, que tem como missão promover a investigação aplicada, a transferência de conhecimento, a prestação de serviços e a formação avançada, que assegura enquadramento institucional às atividades de investigação, desenvolvimento tecnológico e inovação de cerca de 620 investigadores.

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