Realizador figueirense Luís Albuquerque faz filme épico sobre Viriato

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Luís Albuquerque e Alexandre Oliveira

O realizador figueirense Luís Albuquerque está a concluir o filme “Viriato”, a sua sexta longa-metragem em 10 anos de carreira. O DIÁRIO AS BEIRAS acompanhou a rodagem das últimas cenas, envolvendo lutas entre romanos e lusitanos, em Tentúgal, Montemor-o-Velho.

O contingente de Roma foi reforçado por meia centena de guerreiros cartagineses, que atravessaram a fronteira, vindos de Cartagena (Espanha), para ajudar a esmagar a rebelião lusitana.

Alexandre Oliveira, ator conimbricense profissional, faz de Viriato. O elenco conta ainda com atores figueirenses como Miguel Babo, João Damasceno, Mário Bertô e António Albuquerque. A equipa técnica, da Timelaps, também é da Figueira da Foz.

Informação completa na edição impressa

 

11 Comments

  1. antonstarkesq says:

    Como já tive ocasião de comentar na página da Companhia Viv'arte, os adereços deste filme são uma lástima uma vergonha do mais absoluto grau. Volto a deixar aqui alguns factos sortidos:

    – A lorica segmentata só surge por volta do ano 10 a.C.. As campanhas contra Viriato acontecem mais de um século antes;
    – Lorica hamata (vulgo, erradamente, cota de malha), a protecção de tronco mais comum dos legionários neste período, nem vê-la;
    – O escudo de "fantasia" deixa de fora as dimensões e o umbo descritos por Políbio;
    – Os galea estão total e completamente errados. Os legionários deste período e região usariam o galea de tipo imperial gálico ou italiano, com projecção saliente sobre o pescoço, largas guardas laterais, e provavelmente sem pluma;
    – Se os tubos de pano nas pernas é suposto serem fascia, estão total e completamente mal feitos.

    E muitos outros reparos haveria, mas não me pagam para estar aqui a debitá-los – tal como claramente não pagaram a um consultor histórico ou a um aderecista para que arranjasse adereços decentes. Não é assim que se faz cinema, não é assim que se faz história. Luís Albuquerque devia ter dois olhos na cara para conseguir ver isso.

  2. Luis Albuquerque says:

    Compreendo as suas palavras, pois percebi que se limitou somente a desabafar o que sustenta estar errado. Se tivesse procurado saber, então verificava que o filme não conta com os apoios das entidades competentes para o efeito e, assim sendo, torna-se impossível a tal falta de rigor histórico que fala. UMA VEZ MAIS, informo que o filme não é um documentário biográfico mas, sim, uma longa-metragem de FICÇÃO sobre a vida desse guerreiro lusitano, Viriato. A ver se é desta, e especialmente dedicada aos varios Velhos do Restelo que transbordam por este país!

    • Carla Antunes says:

      Boa tarde Sr. Luis Albuquerque.

      Fui ver o filme este fim de semana e gostei muito. Na verdade, gostaria de saber se teria interesse em ler um livro, o romance “O Artesão” que eu mesma escrevi. Revi um pouco de todo o ambiente do filme nesta história. Palco de inspiração, Serra da Estrela! Caso assim seja, deixo aqui o meu endereço de email.

      Obrigada

  3. Se a ignorância pagasse imposto haveria quem muito pagasse ás finanças, e há quem tente disfarçar a ignorância fingindo ridiculamente uma sabedoria que não tem !!! A lorica segmentata só surgiu por volta do ano 10 antes de Cristo ???!! Para não falar de mais observações que foram feitas em nome de um pseudorigor histórico !!! Estou farto e já não tenho paciência !!!!
    Parabéns pelo filme, Luis Albuquerque !!!

  4. O Carbonário é quem parece bem perceber de loricas… Mas quando não há pilim, suponho que, e graças ao poder da imaginação, até uma sirpicularia passa a lorica plumata… Pergunte-se ao Y, no Mundo Físico, e Carbonário, no Mundo Virtual, a ver se Carbonário|Y (Carbonário dado que Y), faz o obséquio de, no Mundo Virtual, e antes do estribo veranil dele, Y, no Mundo Físico, esclarecer este segmento de conhecimento muito particular:
    “Ó Carbonário, esclarece lá aqui, e se possível com referências bibliográficas fidedignas, uma coisinha sobre loricas (…)”. =======> Mundo Físico (já fui).

    • O Carbonário says:

      Susana, as minhas referências são de livros da colecção Osprey, nomeadamente "The Roman Army from Caesar to Trajan", de Michael Simkins. Ele cita vários estudos, nomeadamente "The Armour of Imperial Rome" de H. R. Robinson (1975). Outra fonte foi o clássico "O Exército Romano" de Peter Connolly, de 1978 na edição portuguesa (edição original de 1975).
      Na Wikipedia mencionam o tipo de armadura encontrado nos vestígios do campo de Dangestetten-Kalkriese-Vindonissa, como sendo datado entre 9 AC e 43 DC. Assim, há quem pense que a lorica segmentata surgiu ainda antes do reinado de Tibério. As fontes que eu citei são muito baseadas nas descobertas feitas em Inglaterra.

      Agora também vou para o Mundo Físico. =)

  5. O Carbonário says:

    A lorica segmentata surgiu no exército romano não antes do reinado de Tibério, i.e., já depois de Cristo. Ao tempo de Cláudio, não há dúvida que já estava em uso. No entanto, crê-se que foi uma adaptação de equipamento já utilizado por gladiadores. Assim, o uso de lorica segmentata no filme é claramente um anacronismo.

    Talvez o rigor histórico não seja essencial ao filme. Quiçá seja só uma ficção (mas, nesse caso, para quê tanto adereço fictício?). Penso que pugnar na medida do possível por algum rigor histórico fica sempre bem ao realizador e mostra também qual o nível cultural do público que ele procura atingir.

  6. Yuri Miguel Ribeiro says:

    Vejo aqui os verdadeiros guerreiros do teclado e fantasticos historiadores, na verdade, não vejo ninguem enaltecer a coragem de se fazer algo que nunca foi feito na historia do cinema portugues, um filme inteiramente dedicado á história…se querem realmente rigor historico vejam o canal historia amigos…isto nasceu sendo uma obra de ficção baseada em factos historicos…..ninguem é capaz de agradecer ao realizador, por sem ter meios, fundos e acima de tudo apoios de quem tem estatuas de viriato e engrandece com o nome…nunca foi capaz de dar um tostão….teve-se a coragem, sim..porem agradeçam por isso…apoiem em vez de criticar…ajudem em vez de destruir

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