Defesa da rede de droga na prisão fala em acusação frágil

Arquivo-Pedro Ramos

A maioria dos advogados de defesa que participaram nas alegações finais afirmaram que a acusação contra 28 arguidos acusados de estarem envolvidos numa rede de tráfico de droga na cadeia de Coimbra é frágil.

No início das alegações finais do processo que envolve 28 arguidos acusados de participarem e criarem uma rede de tráfico de droga na prisão de Coimbra, a procuradora do Ministério Público defendeu que havia um grupo organizado a atuar naquela cadeia, considerando que houve associação criminosa associada ao tráfico de droga.

Já os cerca de dez advogados (de mais de 20) ouvidos na parte da manhã criticaram a acusação do Ministério Público, entendendo que esta é frágil e com muito pouca prova testemunhal ou documental produzida em sede de julgamento, sendo que a maioria pediu a absolvição dos seus clientes.

A advogada que representa um dos alegados líderes da rede, Fábio Santos, considerou que não ficou provado que “houvesse uma organização que a acusação tenta retratar”.

Para além disso, apontou para contradições das provas testemunhais e frisou que não é possível fazer qualquer ligação entre as pessoas que detinham contas bancárias fora da prisão e que alegadamente recebiam o dinheiro do tráfico de droga e o seu cliente. Por isso mesmo, entendeu que Fábio Santos deverá ser absolvido dos crimes de que é acusado.

Também o advogado de outro dos alegados líderes, conhecido por “Savat” (modalidade de boxe que praticava), frisou que o telemóvel do seu cliente não pode ser usado como prova, porque a sua apreensão foi ilícita e que, de resto, não há prova que permita concluir que este estivesse associado a uma rede de tráfico.

Pode consultar a notícia completa na edição impressa do Diário As Beiras 

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