Condeixa e Figueira da Foz queixam-se de falta de apoios para recuperar da tempestade Leslie

Autarcas socialistas do distrito de Coimbra lamentam a inexistência de apoios financeiros quatro meses após a tempestade Leslie e garantem que a resolução do Conselho de Ministros que previa aquelas ajudas continua por cumprir.

Em 18 de outubro de 2018 – cinco dias após a tempestade que atingiu diversos concelhos da região Centro – o Conselho de Ministros determinava que, “sem prejuízo da conclusão do processo tendente ao apuramento mais rigoroso dos danos sofridos” e “dadas as circunstâncias excecionais verificadas” – estavam reunidas as condições, no âmbito do Orçamento do Estado de 2018 – para a “concessão de auxílios financeiros aos municípios afetados através do Fundo de Emergência Municipal sem necessidade de declaração de calamidade pública”, o que ainda não aconteceu.

Em Condeixa-a-Nova, a autarquia teve de suspender um procedimento concursal para obras no complexo de piscinas municipais, disse à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal, Nuno Moita.

O nosso principal equipamento são as piscinas municipais, que têm cerca de 600 mil euros de obra, mas estamos com dificuldades em concluir o processo concursal, que já abrimos, porque não temos parte orçamental para aguentar um valor desse tamanho”, disse 0 autarca, acrescentando que mesmo que o apoio financeiro fosse concedido este mês, a obra, que tem um prazo de cerca de cinco meses, só estaria concluída em julho.

Na Figueira da Foz, o município mais atingido pela tempestade Leslie, com prejuízos da ordem dos 38 milhões de euros, o presidente João Ataíde disse à Lusa que autarquia leva já cerca de dois milhões de euros de intervenções com recurso a fundos próprios, “quer ao nível do património municipal, quer ao nível do ministério da Educação”. E tem outros 800 mil euros em rubrica para apoios, aguardando o despacho do Governo.

Toda a informação na edição de impressa de amanhã, segunda-feira, 18 de fevereiro, do DIÁRIO AS BEIRAS

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