Aquecimento global afeta fungos de água doce

Seena Sahadevan do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da FCTUC -DR

Um estudo internacional sobre a diversidade de fungos aquáticos em ribeiros de floresta, liderado por uma investigadora da Universidade de Coimbra (UC), concluiu que o aquecimento global pode induzir mudanças nas comunidades de fungos de água doce.

Os efeitos fazem-se sentir, especialmente, em “comunidades dominadas por espécies adaptadas a ambientes mais frios ou a ambientes com oscilações mínimas de temperatura”, afirma a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Além disso, o aquecimento global pode “provocar uma alteração gradual nas teias alimentares, modificando os ciclos biológicos e geoquímicos e comprometendo os serviços do ecossistema e do bem-estar humano”, alerta a mesma investigação internacional, liderada por Seena Sahadevan, do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE) da FCTUC.

Este é “o primeiro estudo realizado à escala global sobre a diversidade de fungos aquáticos em ribeiros de floresta distribuídos ao longo de um gradiente latitudinal (do equador em direção aos polos), baseado em técnicas moleculares de nova geração (Illumina NGS)”.

Ao contrário dos micro-organismos do solo, cujos padrões de distribuição das espécies pelo globo estão bem definidos, “a distribuição em larga escala dos micro-organismos aquáticos, apesar do seu valor ecológico, não tem tido a mesma atenção”.

Pode consultar a notícia completa na edição impressa do Diário As Beiras 

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