Opinião – Universidade de Coimbra

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A Universidade de Coimbra entrou em processo de escolha de um novo Reitor. A reunião eletiva do Conselho Geral decorre no dia 11 de fevereiro de 2019. Até lá, existirão vários debates e apresentações dos quatro candidatos que se apresentaram para o período 2019-2023: três professores da Universidade de Coimbra (Amilcar Falcão, Ernesto Costa e José Pedro Paiva) e uma professora da Universidade Católica de Washington (Duília de Mello). Os vários programas de ação podem ser consultados no site do Conselho Geral da Universidade de Coimbra: https://www.uc.pt/governo/cons_geral/.
Sendo a Universidade de Coimbra uma instituição muito importante para a cidade e região, faria sentido que os cidadãos se envolvessem no debate sobre a eleição do novo Reitor, até para que seja entendido que a Universidade se deve aproximar da cidade/região e contribuir de forma muito mais efetiva para o seu futuro. Isso significa participar muito mais ativamente no planeamento e lançamento de novos projetos que projetem a imagem de uma cidade/região moderna, empreendedora e atrativa. A Universidade tem também de ocupar espaços na baixa da cidade e na Rua da Sofia. É essencial e estratégico que isso aconteça. Não falo somente de residências universitárias e de vivência universitária nesses espaços. Mas também, de espaços para eventos e da capacidade de deslocar para a cidade centros de I&D e atividade cultural e científica que possa ajudar a dar vida – uma outra vida – a uma cidade que vive muito da sua universidade. Tenho um particular carinho pela Rua da Sofia. É uma rua essencial para a Universidade de Coimbra. Foi aí que começou a ser planeada e foi aí que nasceram os colégios que seriam, numa primeira fase, a génese de uma Universidade urbana que fazia parte da cidade e ocupava espaços onde existiam outras atividades. A Rua da Sofia foi planeada para ter colégios de um lado e prédios de rendimento do outro. Essa perspetiva deveria ser recuperada, levando para os vários colégios da Rua da Sofia, como já acontece com uma parte do Colégio da Graça, centros de I&D, atividade letiva, centros de formação, laboratórios, bibliotecas, etc., que permitam que a Universidade de Coimbra se espalhe pela cidade e, no essencial, desça à cidade e ajude no seu renascimento.
Sim, Coimbra precisa de renascer deste estado de adormecimento em que encontra há demasiado tempo. Nessa perspetiva, um projeto continuado de ocupação da cidade por atividade universitária poderia ser o mote para mais comércio, mais empresas, mais cultura, mais visitantes, mais pessoas que vivem na cidade, mais atividade económica, mais emprego… mais Coimbra.
Devo uma palavra de agradecimento ao Reitor João Gabriel e Silva e à sua equipa reitoral e de administração. Quando foi eleito, certamente com muitas ideias e muitos planos, apanhou com a terrível crise económica resultante da presença da troika em Portugal. Com muito esforço e mestria foi capaz de a contornar, fazendo uma enorme revolução na organização da Universidade. Deixa uma casa organizada, com mecanismos eficazes e com recursos financeiros significativos. Quem vem a seguir pode, de novo, voltar a sonhar e realizar planos de internacionalização e dinamização da imagem da UC. Algo que, apesar de tudo, o João Gabriel também começou.
Participem e queiram saber. No dia 30 de janeiro, entre as 10 e as 12, promovo um debate entre candidatos aos microfones da Rádio Regional do Centro. Acompanhem.

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