Opinião: Será em 2019?

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Tive a oportunidade de festejar a passagem do velho para o novo ano nas margens do rio Elba, numa cidade que se foi formando a partir do povoado eslavo Drezdane, germanizado no século XIII e mais tarde capital e residência dos reis da Saxónia e depois dos reis da Polónia, pérola alemã das igrejas barrocas, das praças encantadas e encantadoras, dos museus de arte e da ópera grandiosa.

Mas nem sempre o passado, mesmo quando é de extraordinária cultura e esplendor artístico, tem a força necessária para impedir a mesquinhez, o ódio, a brutalidade da força e as razões de uma qualquer guerra.

Em 1945, com a Segunda Guerra Mundial já decidida, quiseram alguns dos seus vencedores bombardear sem quartel uma cidade bela demais para ser destruída. Mas foi. E com ela cerca de 25000 pessoas.

E depois os outros vencedores condenaram-na a um forçado limbo de cerca de 40 anos, mas, desde a reunificação, voltou a ser um dos centros culturais, políticos e económicos da Alemanha.

Em Dresden não deixei de pensar na Figueira da Foz, e de como lhe restaurar a esperança do futuro, sendo que, para isso, é necessário uma reunificação: de vontades, de desígnio, de forças orientadas de forma comum.

Mas para isso é necessário substituir gabinetes (por ex. o da propaganda pelo da estratégia), eliminar vícios (por ex. os da inércia e dos compadrios), estimular a intervenção cívica (por ex. através da desburocratização), e combater qualquer forma de corrupção. Será em 2019?

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